Derrota para o Brasil em 2019 mudou a trajetória de Messi na seleção argentina

Por Luiz Henrique Ferreira em Rio Verde, GO 01/09/2026 03:12
Derrota para o Brasil em 2019 mudou a trajetória de Messi na seleção argentina

Foto: Globo Esporte

Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira o fim da sua carreira na seleção argentina, deixando o posto de ídolo histórico consolidado por conquistas marcantes nos últimos cinco anos, entre elas a Copa do Mundo de 2022 e duas edições da Copa América (2021 e 2024).

Entretanto, antes de alcançar esse patamar, o craque atravessou um longo período de frustrações, chegando a cogitar abandonar a Albiceleste após três vice-campeonatos seguidos: a final da Copa do Mundo de 2014 e duas derrotas consecutivas na Copa América de 2015 e 2016. Durante essa fase, boa parte da torcida argentina nutria uma certa implicância, considerando Messi “frio demais” com a camisa nacional e pouco “argentino”, apesar de seu domínio no Barcelona.

O marco da mudança ocorreu na Copa América de 2019, quando a Argentina perdeu por 2 a 0 para o Brasil na semifinal disputada no Mineirão. Essa derrota encerrou mais uma vez a esperança de título, mas, ao contrário de se abater, Messi encarou a decepção de forma diferente, revelando um lado mais vibrante e líder.

Na partida seguinte, a disputa do terceiro lugar contra o Chile, realizada na Neo Química Arena, ficou marcada por uma forte discussão entre Messi e o chileno Gary Medel, que resultou na expulsão dos dois ainda no primeiro tempo, quando a Argentina já conduzia o placar por 2 a 0, com gols de Sergio Agüero e Paulo Dybala.

Após esse episódio, Messi viveu cinco anos de completa felicidade com a seleção. Em 2021, conquistou seu primeiro título oficial ao vencer a final da Copa América por 1 a 0 sobre o Brasil no Maracanã, encerrando um jejum de 28 anos sem conquistas para a Argentina.

No ano seguinte, levantou a Finalíssima contra a Itália e, em dezembro de 2022, liderou a Albiceleste ao título mundial no Catar. Na partida das quartas de final contra a Holanda, ficou famosa a frase “Que está olhando, bobo”, dirigida ao atacante holandês Wout Weghorst após a vitória nos pênaltis.

Em 2024, durante a Copa América disputada nos Estados Unidos, Messi sofreu uma lesão que o tirou de campo; ele chegou a chorar no banco de reservas, enquanto Lautaro Martínez marcou o gol da vitória na prorrogação, garantindo mais um troféu para os argentinos.

Dois anos depois, ainda nos EUA, a Argentina chegou à sua terceira final de Copa do Mundo, mas foi impedida de consagrar-se ao ser derrotada pela Espanha, encerrando a jornada de Messi em 2026 com um último grande palco.

Dez anos após a perda da Copa América de 2016, o camisa 10 se despede da seleção com a sensação de dever cumprido e sem frustrações. Como já destacamos na cobertura da aposentadoria de Messi em 01/09, ele encerra a trajetória com 125 gols em 207 partidas, números que reforçam seu legado como o maior jogador da história da Albiceleste.

Com informacoes de Globo Esporte.

Luiz Henrique Ferreira

Sobre o Autor: Luiz Henrique Ferreira

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