Decisão sobre tarifaço ao Brasil deve sair em breve, diz representante de comércio dos EUA
O representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira que a decisão sobre um novo tarifaço às importações brasileiras será anunciada 'muito em breve', mas disse que os dois países ainda estão distantes de um acordo.
Greer disse em entrevista à Fox Business Network que 'tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância considerável entre nós. Por isso, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, porque temos um prazo legal até 15 de julho'.
Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.
Na segunda-feira, o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem. Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.
Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, Abrão Neto, 'a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial'.
Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período.
Como já mostramos anteriormente, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana.
Com informacoes de G1 Agronegócios.

