Debate do g1 reúne candidatos ao Senado de MG para discutir dívida pública, geração de empregos e emendas parlamentares
Na tarde desta terça‑feira (8), o g1 promoveu um debate entre os três candidatos ao Senado por Minas Gerais que disputam a vaga nas eleições de 2026: Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL) e Manoel Carvalho (MDB), iniciando às 13h.
Os três apresentaram propostas para a geração de empregos, a renegociação da dívida do estado com a União, a industrialização de terras raras, o financiamento da saúde e a regulamentação das emendas parlamentares, além de discutir a relação entre os três Poderes.
Na manhã, às 9h, outra rodada contou com Arcanjo Pimenta (MDB), Áurea Carolina (PSOL), Carlin Moura (Avante) e Marcelo Aro (PP). Marília Campos (PT) e Carlos Viana (PSD) foram convidados, porém optaram por não participar.
O g1 selecionou para o debate partidos e federações que possuem ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional ou que alcançaram 5 % ou mais de intenção de voto na última pesquisa da Quaest ou Datafolha.
Seis temas foram definidos previamente e enviados às campanhas; a ordem dos assuntos, a disposição das cadeiras e a sequência das considerações finais foram estabelecidas por sorteio antes do início do encontro. Cada participante recebeu 15 minutos de tempo total de fala, podendo intervir em blocos de até 1 minuto e 30 segundos, e teve direito a 1 minuto para considerações finais.
Geração de empregos – Domingos Sávio recordou que iniciou sua vida profissional aos 12 anos, criticou os encargos sobre a folha de pagamento e afirmou que tanto trabalhadores quanto empregadores enfrentam dificuldades para equilibrar as contas. Defendeu a redução de impostos, a desoneração da contratação e a atualização das faixas do MEI e do Simples Nacional, que considera defasadas. Também propôs mudanças no ensino médio para ampliar a qualificação dos jovens e alinhar a formação escolar às demandas do mercado.
Manoel Carvalho apontou que a criação de vagas depende da redução da taxa de juros e da construção de um ambiente mais favorável à produção. Propôs menos impostos para quem trabalha e empreende, ampliação de recursos para a agricultura e pecuária – setores que descreveu como “carro‑chefe” da economia brasileira – investimentos em qualificação profissional por meio do Sistema S, melhorias na infraestrutura logística (estradas e ferrovias) e a criação de um seguro rural para proteger produtores contra perdas provocadas por eventos climáticos extremos.
Aécio Neves defendeu medidas que incentivem a formalização do mercado de trabalho, sugerindo que o governo federal utilize instrumentos tributários para reduzir os custos da contratação. Argumentou que a informalidade cresce porque trabalhadores e empregadores não conseguem arcar com os encargos da formalização. Destacou ainda a importância da qualificação profissional orientada às vocações econômicas de cada região de Minas Gerais e citou o programa Poupança Jovem, criado durante sua gestão no governo estadual, como exemplo de iniciativa para combater a evasão escolar e preparar estudantes para o mercado.
Renegociação da dívida de Minas Gerais – O segundo tema abordado foi a dívida do estado com a União. Os candidatos apresentaram propostas relativas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), ao equilíbrio fiscal e à articulação política necessária para reduzir o passivo financeiro. Aécio Neves reconheceu o Propag como um avanço, mas afirmou que as condições atuais são insuficientes para Minas. Alertou que, se o modelo permanecer inalterado, as parcelas mensais da dívida comprometerão recursos essenciais do estado.
Os demais candidatos também se posicionaram, ressaltando a necessidade de revisão dos termos do Propag, a busca por maior autonomia fiscal e a importância de um diálogo permanente entre o executivo estadual, o legislativo e a União para garantir a sustentabilidade das contas públicas.
Além dos dois tópicos centrais, os participantes discutiram a industrialização de terras raras no estado, a forma de financiamento da saúde e propuseram regras mais claras para a destinação de emendas parlamentares, enfatizando a transparência e a eficácia na aplicação dos recursos.
- Pool de 11 veículos cancela debates presidencial e paulista por falta de confirmação de Lula, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
- Governador Tarcísio exige ação do Senado contra o ministro Moraes e evita comentar declaração de 2025 sobre "ditador"
- Marina Silva e Simone Tebet lideram disputa pelo Senado em São Paulo, aponta pesquisa da Futura/100% Cidades
Com informacoes de G1.

