Daniella Marques afirma que melhor ajuste fiscal é tirar PT do poder
Daniella Marques, economista e ex‑presidenta da Caixa Econômica Federal, afirmou nesta terça‑feira, 1 de setembro de 2026, durante sua participação no Fórum Empresarial LIDE, na Avenida Faria Lima, que "o melhor ajuste fiscal que podemos fazer é tirar o PT do poder". A declaração reproduz frase do senador Rogério Marinho (PL‑RN), proferida na segunda‑feira, 31 de agosto, em evento do BTG.
Marques explicou que estava parafraseando Marinho ao fazer a afirmação e acrescentou que o PT "não fará e não sabe fazer" um modelo econômico baseado na expansão da renda e do consumo, mas sim em produtividade e liberdade individual. Segundo ela, o Brasil foi governado por 18 anos por um partido que não acredita nesse modelo, ressaltando que a economia é uma ciência, não uma ideologia.
A economista descreveu o país como "na vanguarda do atraso", com a maior taxa de juros real do mundo (8,5% ao ano) e a maior carga tributária da história. Ela também apontou que mais de 80% da população está endividada, sendo que 25% desse endividamento se destina ao pagamento de contas básicas.
Utilizando indicadores de competitividade, Marques comparou o Brasil a países como Nigéria, Botsuana e Venezuela, afirmando que o país está atrás desses concorrentes, apesar de possuir vantagens como uma matriz energética limpa e barata e uma forte produção de alimentos.
Marques criticou a condução das contas públicas, argumentando que um país endividado não deve ampliar a estrutura de ministérios nem fazer novas contratações. Ela destacou que o Brasil não deveria contratar 22.500 novos servidores nem registrar um novo recorde de déficit nas estatais.
A economista ainda questionou as políticas de transferência de renda e o debate sobre reajuste real do salário‑mínimo, alegando que não consideram o impacto dos juros sobre famílias endividadas. Segundo ela, um aumento de 5% no salário‑mínimo representaria entre R$30 e R$50 a mais para aposentados ou beneficiários, enquanto os juros podem encarecer uma parcela em até R$200, o que ela classificou como "mentira" e "caloteiro da esperança do futuro".
Marques citou um rombo de R$7,8 bilhões nas estatais no semestre, contrapondo esse resultado ao lucro registrado pelas empresas nos quatro anos de governo de Jair Bolsonaro (PL), inclusive durante a pandemia.
Referindo‑se à sua experiência na Caixa Econômica Federal, ela informou que 10.000 pessoas foram capacitadas em 40 dias, sendo 8.000 na linha de frente, para orientar mulheres no enfrentamento à violência.
Marques defendeu o chamado "capitalismo popular", inspirado em Margaret Thatcher, que promove maior acesso à propriedade, ao mercado de capitais e à participação acionária. Ela afirmou que "não há nada mais social neste momento do que colocar as contas em ordem e retirar pelo menos R$500 bilhões de despesa de juros da conta".
Ao concluir, a economista manifestou a expectativa de integrar um eventual próximo governo, não como autoridade, mas como funcionária a serviço dos brasileiros.
Com informacoes de Poder360.

