CyberLeek demonstra versão jogável completa de GTA 6 ao escrever seu nome em parede de Vice City
A enxurrada de vazamentos de GTA 6 ganhou novo contorno nesta quinta-feira (20), quando o hacker ou grupo identificado como CyberLeek publicou um vídeo no qual o avatar Jason sobrevoa Vice City a bordo de um biplano, revelando boa parte do mapa do jogo.
Durante a gravação, Jason encosta em uma parede, saca um rifle e, ao disparar, a bala forma a palavra LEEK sobre a superfície. O gesto, aparentemente simples, tem importância decisiva: ao marcar a parede com seu próprio pseudônimo, o leaker comprova que está controlando o personagem em tempo real, o que indica que possui uma versão completa e jogável de GTA 6, e não apenas fragmentos estáticos obtidos de servidores ou de gravações internas.
Até o momento, nenhum vazamento anterior apresentava referência ao apelido do hacker. Ao “escrever” LEEK em pleno gameplay, CyberLeek elimina dúvidas sobre a origem do material, confirmando que foi gravado ao vivo dentro de uma sessão de jogo real, com o vazador no controle.
Outro ponto que reforça a tese de uma build completa é a recorrência do figurino de Jason nos clipes recentes. O personagem aparece com a mesma roupa em diferentes vídeos publicados por CyberLeek, sugerindo que as gravações foram feitas durante a mesma sessão de exploração, ao contrário de cortes aleatórios de arquivos recebidos de terceiros.
Especialistas e a comunidade de fãs alertam, porém, que ter acesso a uma build jogável não garante que o conteúdo seja recente. Há hipóteses de que a versão completa possa datar de 2025 ou até de anos anteriores, o que explicaria a ausência de spoilers de missões centrais, apesar de cenas de corridas, tiroteios e passeios pela cidade.
A Rockstar Games não se pronunciou oficialmente sobre os vazamentos, limitando‑se a enviar notificações de DMCA contra os vídeos publicados no YouTube e em outras redes. A eficácia dessas ações tem sido limitada: cópias dos clipes continuam circulando no X (antigo Twitter) e o site mantido por CyberLeek, apesar de apresentar instabilidades e erros de servidor por sobrecarga, permanece ativo.
O silêncio da empresa é, por si só, um indício da gravidade da situação, já que qualquer declaração pública poderia validar a autenticidade do material ou incentivar novos vazamentos. Caso CyberLeek tenha acesso irrestrito a uma build completa, a porta fica aberta para vazamentos muito mais danosos que perseguições de carro ou sobrevoos panorâmicos.
Até agora, o leaker liberou apenas uma cena cinemática em que personagens discutem o uso de VPN para esconder atividades online, um recorte que parece ter sido escolhido como provocação à Rockstar. Se forem divulgados trechos avançados da história, o episódio pode repetir o que ocorreu com The Last of Us Part II em 2020, quando vazamentos de enredos-chave impactaram a expectativa dos fãs e forçaram a Naughty Dog a gerir uma crise de comunicação sem precedentes.
CyberLeek justifica a campanha como protesto contra decisões da Rockstar que considera anticonsumidor, destacando o lançamento de GTA 6 exclusivamente em formato digital nos consoles, sem opção de mídia física. O vazador exige publicamente um pedido de desculpas da companhia, acompanhado de “um compromisso concreto de melhorar” suas práticas, demanda que não especifica valores, indenizações ou mudanças estruturais.
Entretanto, a narrativa de ativismo digital do hacker entra em contradição ao incluir marcas d'água que promovem uma criptomoeda associada ao próprio CyberLeek e ao organizar uma enquete paga em seu site, permitindo que seguidores votem no próximo clipe a ser liberado, monetizando, na prática, o próprio vazamento.
Não é a primeira vez que um hacker gera comoção no cenário digital; como já cobrimos em agosto, um grupo de hackers conseguiu roubar US$ 110 milhões em Bitcoins de carteiras consideradas invioláveis, mostrando que ameaças internas e vazamentos podem ter impactos significativos para grandes empresas de tecnologia.
Com informacoes de Canaltech.

