Cotações de Soja Sobem com Impulso de Chicago e Dólar

Por Sebastião Gomes da Silva em Rio Verde, GO 17/07/2026 19:40
Cotações de Soja Sobem com Impulso de Chicago e Dólar

Foto: via Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou negócios ao longo da sessão desta sexta-feira, com elevação generalizada das cotações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta da Bolsa de Chicago e do dólar deu sustentação aos preços, enquanto os prêmios permaneceram firmes. Silveira avalia que a semana foi marcada por poucas oscilações mais expressivas.

De acordo com o analista, os preços atuais já se encontram em níveis considerados interessantes, mas a expectativa dos vendedores ainda é de novos avanços nas cotações. Em várias regiões, os preços da soja permaneceram estáveis ou subiram. Em Passo Fundo (RS), os preços se mantiveram em R$ 138,00, enquanto em Santa Rosa (RS), os preços também permaneceram estáveis em R$ 139,00.

Em outras regiões, houve aumento nos preços. Em Cascavel (PR), os preços subiram de R$ 131,50 para R$ 133,00. Rondonópolis (MT) e Dourados (MS) também registraram aumentos, passando de R$ 124,00 para R$ 125,00 em ambos os casos. Rio Verde (GO) teve um aumento de R$ 124,00 para R$ 126,00. Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 142,50 para R$ 144,00, e em Rio Grande (RS), as referências também avançaram, de R$ 142,00 para R$ 144,00.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos para grão e óleo e cotações mais baixas para o farelo. O mercado encontrou suporte no aquecimento da demanda pelo produto norte-americano, principalmente por parte da China. A disparada do petróleo, em meio ao recrudescimento das tensões no Oriente Médio e ao temor de restrições no fornecimento global de energia, também deu sustentação às cotações.

A posição novembro/26 do grão acumulou ganhos de 1,03% na semana. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 340 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Além disso, foram registradas vendas de 110 mil toneladas para destinos não revelados e de 256,634 mil toneladas para o México.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho de 2026 encerraram o pregão com alta de 9,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,79%, a US$ 12,04 1/2 por bushel. A posição novembro de 2026 fechou cotada a US$ 12,03 por bushel, avanço de 8 centavos de dólar, ou 0,66%. Nos subprodutos, o farelo para agosto de 2026 recuou US$ 2,70 por tonelada, ou 0,83%, para US$ 320,20 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em agosto de 2026, encerrou a 74,81 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,38 centavos, ou 3,28%.

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, cotado a R$ 5,1100 para venda e R$ 5,1080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1054 e a máxima de R$ 5,1329. Na semana, a valorização acumulada foi de 0,06%.

Com informacoes de Canal Rural.

Sebastião Gomes da Silva

Sobre o Autor: Sebastião Gomes da Silva

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