Cotação do boi gordo segue em alta, com preços da arroba e do atacado estáveis
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negociações acima das referências médias ao longo da última quinta-feira, refletindo a necessidade das indústrias de atuar de maneira mais agressiva na compra de gado. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o atual posicionamento das escalas de abate exige essa postura, enquanto a oferta no geral se mostra mais restrita.
Além disso, Iglesias destaca que os frigoríficos ainda operam com menor capacidade de abate, especialmente considerando que a China se mostra menos participativa no mercado. O esgotamento precoce da cota chinesa é um elemento importante a ser considerado nas estratégias dentro do mercado pecuário em 2026. Os preços da arroba variaram por estado, com São Paulo registrando R$ 332,17, Goiás em R$ 316,96, Minas Gerais em R$ 312,35, Mato Grosso do Sul em R$ 330,57 e Mato Grosso em R$ 316,76.
No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguiram estáveis, com o quarto dianteiro sendo negociado a R$ 19,00 por quilo, o quarto traseiro a R$ 26,00 por quilo e a ponta de agulha a R$ 18,00 por quilo. Essa estabilidade reflete um ambiente de negócios que sinaliza menor capacidade de sustentação das cotações na sequência do mês, conforme o efeito da entrada dos salários na economia perde força.
Paralelamente, a carne bovina vem perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes, que voltam a apresentar sinais de enfraquecimento, especialmente a carne de frango. O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,0993 para venda e a R$ 5,0973 para compra, oscilando entre a mínima de R$ 5,0813 e a máxima de R$ 5,1133 durante o dia.
Com informacoes de Canal Rural.

