Conselho do São Paulo cria comissão especial para analisar contrato com a Ticketmaster
O Conselho Deliberativo do São Paulo, sob a presidência de Olten Ayres de Abreu Júnior, instituiu uma comissão especial de urgência para examinar o contrato firmado com a Ticketmaster, empresa escolhida para gerir os ingressos do Morumbis a partir de 1º de janeiro de 2027.
A comissão será composta por quatro conselheiros: Daurio Speranzini Junior, Flavio Angerami Marques Junior, Daniel Dinis Fonseca e Marcel de Siqueira Bonilha, que analisarão as alegações apresentadas pela concorrente NewC sobre a licitação.
O processo de seleção iniciou-se com edital público aberto em abril, recebendo propostas de seis empresas para substituir a Total Acesso, cujo contrato termina no fim deste ano. Das seis, apenas duas avançaram: Ticketmaster e NewC, cada uma com cláusulas distintas. A Ticketmaster foi selecionada por oferecer as condições consideradas mais vantajosas ao clube.
O documento final da parceria chegou ao Conselho no dia 27 de agosto. No dia seguinte, a NewC procurou o órgão questionando regras de concorrência, acesso a informações e condução das negociações, o que motivou a criação da comissão para investigar tais questões antes da votação.
Segundo o acordo, a Ticketmaster disponibilizará ao São Paulo uma antecipação de R$ 110 milhões, a ser liberada 45 dias após a assinatura. O valor funcionará como um empréstimo, a ser devolvido em cinco anos com juros de CDI mais 1,99% ao ano.
Adicionalmente, a empresa pagará cerca de R$ 30 milhões pelo uso de um camarote no Morumbis e investirá R$ 6 milhões na reforma do museu do São Paulo no estádio. O contrato estabelece ainda um limite de repasse mensal de R$ 1,8 milhão, independentemente da receita total de bilheteria, inclusive em períodos de baixa, como a pausa da Copa do Mundo.
A negociação também abrange a gestão do programa de sócio‑torcedor, atualmente administrado pela Feng, com objetivo de reduzir custos e melhorar o serviço aos torcedores.
Se aprovada, a parceria será válida a partir de 1º de janeiro de 2027, poucos dias após o término do contrato com a Total Acesso. O acordo prevê, ao todo, a antecipação de R$ 140 milhões ao clube ainda este ano, recursos que o São Paulo pretende usar para quitar dívidas de curto prazo, incluindo atrasos nos direitos de imagem dos jogadores – situação já destacada em nossas coberturas anteriores sobre a urgência financeira do Tricolor.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

