Santos compete, mas sai no prejuízo com lesões e não consegue remontada na Copa do Brasil
O Santos encerrou sua participação na Copa do Brasil sem conseguir a tão esperada remontada depois de perder por 3 a 0 na partida de ida no Nubank Parque. O empate sem gols obtido na Vila Belmiro, nesta quarta‑feira, mostrou um time que tentou ser mais ofensivo, mas que ainda não converteu a posse em oportunidades claras e, sobretudo, em gols.
Com a necessidade de marcar ao menos três vezes para reverter a desvantagem, o técnico Cuca fez ajustes táticos: as linhas foram adiantadas, a equipe passou a recuperar bolas no terço ofensivo e Neymar, Barreal e Bontempo foram apontados como principais articuladores das jogadas de aceleração.
Apesar de controlar boa parte da partida e de pressionar a defesa palmeirense, o Santos encontrou dificuldades para romper um bloco compacto. A falta de infiltrações, de presença constante na área e de finalizações precisas foi evidente. Neymar chegou a obrigar Carlos Miguel a cobrar falta, enquanto Lucas Veríssimo desperdiçou uma boa chance ao não dominar a bola para finalizar.
Os problemas físicos surgiram como um fator decisivo. Barreal deixou o campo ainda na primeira etapa, Neymar sentiu incômodo na coxa direita aos 44 minutos e não retornou ao segundo tempo – lesão que já havíamos coberto em 02/09 – e Lucas Veríssimo foi substituído no intervalo. As baixas tiraram do Peixe dois dos principais criadores de jogada exatamente quando a equipe precisava ampliar a pressão.
Para compensar, Cuca recuou Willian Arão para a defesa, manteve Christian Oliva como único volante e inseriu mais jogadores com perfil ofensivo, como Rony, Rollheiser, Moisés e Davizinho. O aumento de homens na frente ampliou a quantidade de finalizações, porém não tornou o Santos mais perigoso. As tentativas santistas foram, em sua maioria, de média distância, como os chutes de Rony e Davizinho.
O Palmeiras, por sua vez, encontrou espaços para contra‑ataques e viu Vitor Roque gerar a melhor oportunidade do segundo tempo. Mesmo com o Santos apresentando organização, intensidade e sinais positivos – como a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians no último domingo – a falta de contundência foi fatal.
Em resumo, a eliminação não ocorreu porque o Santos foi dominado na Vila Belmiro, mas porque não conseguiu transformar o controle de jogo em gols, tarefa que se tornou imprescindível após a derrota de 3 a 0 no primeiro confronto. A equipe mostrou evolução, mas ainda carece da capacidade de converter bons momentos em vantagem no placar, aspecto decisivo em jogos de mata‑mata.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

