Confinamento bovino deve registrar margens maiores com queda no custo da alimentação

Por Sebastião Gomes da Silva em Rio Verde, GO 21/07/2026 12:14
Confinamento bovino deve registrar margens maiores com queda no custo da alimentação

Foto: via Canal Rural

O valor bruto da produção agropecuária deve atingir R$ 1,4 trilhão neste ano, conforme previsão do Ministério da Agricultura. Este número representa uma queda de 4,9% em relação ao ano anterior e é inferior ao estimado pela pasta no mês passado. A redução é atribuída ao menor preço esperado para as commodities agrícolas e à desaceleração da produtividade das lavouras.

O confinamento bovino deve registrar margens elevadas no terceiro trimestre de 2023, favorecido pela expectativa de redução dos custos da alimentação animal. Essa redução é impulsionada pelo avanço da colheita da safrinha de milho e da safra de cana-de-açúcar. A colheita da safrinha deve ampliar o alívio sobre os custos dos ingredientes energéticos, especialmente na região Centro-Oeste.

Além disso, a demanda global por farelo de soja tem impulsionado as negociações do derivado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No mercado brasileiro, a disputa entre compradores externos e domésticos elevou os prêmios de exportação e os preços, refletindo diretamente na elevação dos valores internos. Esse cenário sustentou as cotações da soja em grão, apesar de um aumento na oferta mundial que limitou ganhos mais expressivos.

É importante notar que, como mostramos anteriormente, os preços da arroba do boi gordo iniciaram a semana com negociações acima da média, com frigoríficos ainda encontrando dificuldade. Agora, com a expectativa de redução dos custos da alimentação animal, o confinamento bovino pode ter um desempenho mais positivo nos próximos meses.

Com informacoes de Canal Rural.

Sebastião Gomes da Silva

Sobre o Autor: Sebastião Gomes da Silva

Tião é o agro do MOTNAF.NEWS de bota e chapéu. Cotação de soja, milho, boi e café, clima para a safra, tecnologia no campo, exportação e as decisões que mexem com quem produz o alimento do Brasil. Direto, sem enrolação e com o pé no barro, do pequeno produtor ao agronegócio que move o país.