Ciclone extratropical se forma no Sul e desencadeia frente fria que deve esfriar o país
Um sistema ciclônico de natureza extratropical iniciou seu desenvolvimento na manhã de quinta‑feira, 20 de junho, entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, provocando chuvas intensas e contribuindo para a formação de uma frente fria que avançará pelo território nacional.
No Rio Grande do Sul, a precipitação afeta todas as áreas, com ventos que podem alcançar até 90 km/h, risco de granizo e acumulados que variam entre 10 mm e 50 mm na maior parte do estado, podendo chegar a 80 mm nas regiões Oeste, Campanha e Sul, exigindo atenção nas áreas limítrofes com o Uruguai, onde rios já registram níveis elevados.
Em Santa Catarina, as chuvas se deslocam pela manhã nas regiões Oeste, Médio‑Oeste e Sul, enquanto no Paraná as pancadas mais intensas concentram‑se no Oeste, Sudoeste e Sul do estado.
Os ventos também se intensificam, com rajadas entre 70 km/h e 90 km/h nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina; o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que em alguns pontos a velocidade pode ultrapassar 80 km/h ainda nesta quinta‑feira.
Para a quinta‑feira, as previsões apontam máxima de 21 °C em Porto Alegre (RS) acompanhada de chuva e trovoadas, e de 27 °C em Curitiba (PR).
Com a chegada da massa de ar polar a partir de sexta‑feira, 21 de junho, as temperaturas nos três estados do Sul começam a cair, havendo possibilidade de geada no extremo sul do Rio Grande do Sul e do Paraná e de temperaturas negativas em trechos de Santa Catarina durante o fim de semana.
No Sudeste, a quinta‑feira permanece quente, com máximas que podem ultrapassar 35 °C no norte e noroeste de São Paulo, enquanto a capital paulista deve registrar até 32 °C; o Rio de Janeiro e Belo Horizonte chegam a 32 °C e 31 °C, respectivamente. A frente fria chega ao oeste de São Paulo durante a noite de quinta para sexta, trazendo aumento do vento, queda de temperatura e chuvas mais concentradas no litoral paulista, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira.
No Centro‑Oeste, o Mato Grosso do Sul sente primeiro a influência do ar polar, com queda de temperatura no oeste, sudoeste e sul do estado, possibilidade de chuva e rajadas de até 60 km/h; em Campo Grande a máxima prevista para quinta‑feira é de 23 °C. O sul de Mato Grosso também experimenta ar mais frio, enquanto Goiás e o Distrito Federal permanecem com calor e tempo seco.
A massa polar avança ainda mais ao Norte, atingindo Acre, Rondônia e o sul do Amazonas, onde o fenômeno conhecido como friagem provoca queda de temperatura, sobretudo durante a noite e madrugada. Nas demais áreas da região Norte, predomina o calor, com condições mais secas no Pará e no Tocantins.
Quanto à evolução do ciclone, na sexta‑feira, 21, o sistema deve ganhar intensidade ao se deslocar sobre o oceano Atlântico, afastando‑se das costas do Uruguai e do Rio Grande do Sul, e continuará a organizar a frente fria que atravessará o Centro‑Sul. A intensidade esperada é inferior à do ciclone observado no início de agosto.
O meteorologista César Soares, da Climatempo, destaca que a frente fria altera a direção dos ventos, introduz ar mais frio em São Paulo e que a temperatura já começa a cair no fim de semana.
Em resumo, o país vivenciará, a partir de sexta‑feira, a combinação de chuvas fortes no Sul, ventos intensos e a progressiva queda de temperaturas que se estenderá até o Norte, com destaque para o risco de granizo, geada e possíveis temperaturas negativas em áreas de altitude.
Com informacoes de G1.

