Frente Fria e Ciclone Devem Causar Ventos Fortes no Sul
Após dias de baixa umidade em grande parte do país, um sistema meteorológico previsto para quinta-feira (6) deve provocar ventos de até 90 km/h no Rio Grande do Sul. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as chuvas permanecem concentradas no Sul do país, especialmente no centro-sul do Rio Grande do Sul, além de áreas próximas à divisa entre Santa Catarina, Paraná e Argentina.
Nas demais regiões, o destaque continua sendo o tempo seco e os baixos índices de umidade do ar. O meteorologista e consultor climático Francisco de Assis afirma que a mudança mais significativa da semana deve ocorrer a partir de quinta-feira (6), quando um ciclone extratropical deve se formar entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul.
De acordo com o especialista, o sistema deve se deslocar para o Oceano Atlântico no início da sexta-feira (7), mantendo influência sobre o litoral gaúcho. "Vai se formar um ciclone extratropical pela Argentina com Rio Grande do Sul e Uruguai, na quinta-feira (6). Depois vai deslocar-se para o Oceano Atlântico e pegar o litoral do Rio Grande do Sul no início do dia 7. Ventos fortes de 80 km/h a 90 km/h devem ocorrer em grande parte do Rio Grande do Sul", explicou Francisco de Assis.
A frente fria associada ao ciclone também deve favorecer uma frente de rajadas, com ventos próximos de 80 km/h entre o sul de Mato Grosso do Sul, o oeste e sul do Paraná e áreas de Santa Catarina. O avanço do ciclone ocorre após dias de instabilidade na região Sul, com chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo, principalmente no Rio Grande do Sul.
Enquanto o Sul concentra as instabilidades, o restante do país segue sob influência de uma massa de ar seco. Segundo o Inmet, agosto começou com baixa umidade relativa do ar em diversos estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. Há alertas para índices inferiores a 20% em áreas do Tocantins, sudeste do Pará, oeste da Bahia e sul do Piauí.
O cenário favorece o aumento do risco de queimadas, piora da qualidade do ar e problemas respiratórios, além de exigir maior atenção com hidratação e exposição prolongada ao sol. A intensificação do El Niño deve marcar o clima de agosto no Brasil, com um cenário de contrastes entre as regiões.
Com informacoes de CNN Brasil.

