Chefe de seguranças de Copacabana admite contratações sem requisitos e reconhece denúncias sobre conduta agressiva de Davi

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 27/08/2026 05:40
Chefe de seguranças de Copacabana admite contratações sem requisitos e reconhece denúncias sobre conduta agressiva de Davi

Foto: via O GLOBO

O depoimento prestado na 12ª DP de Copacabana, que investiga as circunstâncias da morte de Cláudio Rafael, trouxe à tona detalhes sobre a estrutura dos "seguranças de rua" que atuam na região.

Aluísio da Silva Filho, identificado como chefe da equipe, afirmou coordenar um grupo de quatro pessoas, incluindo ele próprio, e ter responsabilidade pelas contratações, escalas e fiscalização, bem como autoridade para advertir, suspender, substituir ou dispensar membros, sempre em comum acordo com os proprietários dos estabelecimentos que contratam o serviço; ele ressaltou que exerce essa atividade há mais de 25 anos na região.

Segundo Aluísio, a contratação dos chamados "apoiadores" não exigia experiência anterior, curso, habilitação profissional, certidão de antecedentes ou qualquer outra documentação; o critério de seleção era apenas a disponibilidade, organizada por meio de um grupo de WhatsApp, e os comerciantes pagavam valores semanais administrados por ele, recebendo uma quantia fixa pela atividade.

Ele declarou que os apoiadores não tinham permissão para abordar ou seguir suspeitos, impedir que deixassem um local, fazer revistas pessoais ou reter objetos, devendo, nos casos mais graves, acionar o 190 e nunca usar força física; também afirmou desconhecer a existência ou uso de cassetetes, bastões ou porretes durante a prestação do serviço.

Davi, contratado por Aluísio como "apoiador" dos comerciantes locais, foi apontado como autor de 63 pauladas contra o ciclista Cláudio Rafael na madrugada de 12 de agosto, após ser acusado injustamente de roubar uma bicicleta; o ciclista morreu horas depois no hospital, em decorrência de hemorragia interna e traumatismo craniano.

Além de Davi, estão presos Jorge Luiz Ricardo Dias e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Aílton José da Silva, todos investigados pela participação no espancamento de Cláudio Rafael.

Aluísio afirmou que não foi informado sobre o ocorrido no momento das agressões e soube do episódio dias depois, por meio de um homem identificado apenas como João.

O caso está sendo investigado pela polícia, que já recebeu reclamações anteriores sobre a conduta agressiva de Davi, conforme relatado pelo chefe dos seguranças.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.