Câncer no Intestino: Entenda o Diagnóstico e Rastreamento

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 14/08/2026 17:00
Câncer no Intestino: Entenda o Diagnóstico e Rastreamento

Foto: via CNN Brasil

O ator Lúcio Mauro Filho revelou que descobriu o câncer no intestino após um check-up. Segundo ele, a doença foi diagnosticada durante uma consulta médica após o término do tratamento da Covid-19.

A coloproctologista Dra. Aline Amaro explicou que a doença pode se desenvolver durante algum tempo sem provocar sinais claros. Por isso, além de conhecer os sintomas, especialistas destacam a importância do rastreamento mesmo entre pessoas que se sentem saudáveis.

A Dra. Amaro destacou que uma mudança persistente no funcionamento habitual do intestino é um dos sinais que não devem ser ignorados. 'Uma característica importante do câncer colorretal é que ele pode crescer durante algum tempo sem dar sinais muito claros', afirmou.

Entre os sintomas citados pela especialista estão:

  • Mudanças no funcionamento intestinal;
  • Episódios persistentes de diarreia ou constipação;
  • Sangramentos recorrentes;

A Dra. Amaro explicou que não é possível diferenciar as causas apenas pela quantidade ou pela cor do sangue. Sangramentos recorrentes, portanto, devem ser avaliados por um profissional de saúde, principalmente quando acompanhados de outros sintomas.

É possível ter câncer colorretal sem sintomas? Sim. A ausência de sintomas não necessariamente significa ausência da doença. É justamente nesse ponto que entra o rastreamento.

O objetivo do rastreamento é justamente conseguir encontrar alterações antes que o organismo comece a avisar que alguma coisa está errada', afirmou a Dra. Amaro.

O Ministério da Saúde anunciou, em maio de 2026, um protocolo de rastreamento no SUS utilizando o teste imunoquímico fecal (FIT) para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos. Resultados positivos são encaminhados para investigação complementar.

A Dra. Amaro destacou que a idade, os antecedentes pessoais e principalmente a história familiar precisam entrar nessa decisão. Pessoas com familiares que tiveram câncer colorretal, determinadas síndromes hereditárias ou algumas doenças intestinais podem precisar começar a investigação mais cedo.

O desenvolvimento do câncer colorretal envolve diferentes fatores. Alguns não podem ser modificados, como idade, predisposição genética, histórico familiar e determinadas doenças inflamatórias intestinais. Outros estão relacionados ao estilo de vida. Segundo a Dra. Amaro, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e uma alimentação com pouca fibra e presença frequente de carnes processadas estão associados a maior risco.

Entre as medidas que podem contribuir para diminuir o risco estão manter atividade física regular, controlar o peso, não fumar, reduzir o consumo de álcool e priorizar verduras, frutas, legumes, feijões, cereais integrais e outras fontes de fibras.

Com informacoes de CNN Brasil.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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