Câmeras de segurança Wi‑Fi em casa: riscos de invasão e como se proteger

Por Viviane Cristina Santos em Rio Verde, GO 07/09/2026 15:50
Câmeras de segurança Wi‑Fi em casa: riscos de invasão e como se proteger

Foto: via Canaltech

Instalar uma câmera de segurança Wi‑Fi dentro do lar pode reforçar a proteção contra invasões, porém também levanta dúvidas sobre a possibilidade de o equipamento ser hackeado.

O perigo decorre do fato de que esses dispositivos permanecem ligados à internet e, assim como smartphones e computadores, podem ser alvos de cibercriminosos. Uma invasão pode permitir o acompanhamento em tempo real das atividades domésticas, o acesso a outros aparelhos conectados à mesma rede e a coleta de imagens e áudios para fins de espionagem, perseguição, chantagem ou até mesmo venda ilegal, conforme explica Roberto Rebouças, gerente geral da Kaspersky Brasil.

Entretanto, a exposição não é inevitável. O grau de risco varia conforme as proteções oferecidas pelo fabricante, as configurações adotadas pelo usuário e a adoção de boas práticas, como senhas robustas, atualizações regulares e autenticação em duas etapas.

Como uma câmera Wi‑Fi pode ser invadida? Muitas vezes o ponto mais vulnerável está na conta usada para acessar o dispositivo. Senhas simples, como sequências numéricas (1,2,3,4), ou a reutilização da mesma credencial em diversos serviços, facilitam a ação dos invasores. Caso uma combinação vazada em outro site apareça em um vazamento de dados, os criminosos podem testar a mesma senha na câmera.

“Invasores costumam tentar acessar câmeras usando senhas padrão, fáceis de descobrir, como números sequenciais ou credenciais já expostas em outros serviços”, destaca Rebouças.

Além das credenciais, falhas no firmware da câmera ou no aplicativo de controle, a falta de atualizações de segurança e uma rede Wi‑Fi desprotegida aumentam a vulnerabilidade. Um aparelho que funciona normalmente pode estar desatualizado e, portanto, exposto a ameaças conhecidas.

Por isso, as atualizações fornecidas pelas marcas são essenciais, pois corrigem vulnerabilidades descobertas após o lançamento do produto.

Uma das primeiras barreiras contra invasões é a escolha de uma senha forte e exclusiva para a conta da câmera, evitando reutilizar dados de e‑mail, redes sociais ou plataformas de streaming e excluindo informações fáceis de adivinhar, como nomes e datas de nascimento. O uso da autenticação em duas etapas adiciona uma camada extra de segurança. Rebouças compara o recurso ao sistema de um carro: “Sem ela, se alguém descobrir a senha, é como encontrar um carro destrancado; com o segundo fator, ainda há uma barreira que impede o acesso”.

Manter o aplicativo de controle e o firmware do roteador sempre atualizados também é recomendável. Conectar a câmera a uma rede Wi‑Fi separada – como a rede de convidados ou uma rede dedicada a dispositivos inteligentes – dificulta que uma eventual invasão ao equipamento alcance celulares e computadores ligados à rede principal.

Antes de adquirir uma câmera Wi‑Fi, além de analisar resolução, visão noturna e preço, o consumidor deve verificar se o fabricante oferece atualizações de segurança regulares, por quanto tempo o produto receberá suporte e se permite a troca da senha padrão. Avaliar o histórico da empresa em corrigir problemas de segurança ajuda a identificar marcas comprometidas com a proteção contínua.

Mesmo que a câmera continue operando sem falhas aparentes, isso não garante segurança indefinida. Quando o fabricante encerra o suporte ao modelo e deixa de disponibilizar atualizações, o risco de vulnerabilidades não corrigidas aumenta. Por isso, é importante acompanhar o ciclo de vida do produto e considerar a substituição quando o suporte técnico for descontinuado.

Não é a primeira vez que o fantom.news alerta sobre vulnerabilidades em dispositivos domésticos; já abordamos casos de invasões de câmeras e de redes residenciais em outras matérias, reforçando a necessidade de atenção constante à cibersegurança no ambiente doméstico.

Com informacoes de Canaltech.

Viviane Cristina Santos

Sobre o Autor: Viviane Cristina Santos

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