Caiado propõe medidas duras contra 'terrorismo doméstico' e quer Lincoln Gakiya no ministério
O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) apresentou um pacote de medidas contra o crime organizado, incluindo a criação do tipo penal do 'terrorismo doméstico' e a sugestão de Lincoln Gakiya para o ministério da segurança pública. Esse não é o primeiro passo que Caiado dá em direção a uma política mais rigorosa contra o crime, mas sim a continuidade de uma estratégia que ele já vinha desenvolvendo durante seu mandato como governador de Goiás e que teve repercussão positiva nas pesquisas de opinião.
Caiado sugeriu que as Forças Armadas possam atuar no combate ao crime, dispensando os recursos vigentes na Constituição, como Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e estado de defesa. Além disso, a proposta de lei endurece os tipos penais ligados à atuação de organizações criminosas e pune aqueles que colaboram com as facções sem pegar em armas, abrangendo, por exemplo, delitos de lavagem de dinheiro para as organizações.
O pessedista também propôs a criação de uma agência de combate ao crime entre diferentes países da América Sul, uma 'Sulpol' aos moldes da Europol, a agência de cooperação entre polícias de países da Europa. Além disso, Caiado sugeriu reformas no sistema penitenciário, integrando os presídios de segurança máxima em uma rede nacional e enrijecendo o controle sobre os presos, sobretudo os detidos por crimes ligados a facções.
Caiado também propôs a redução da maioridade penal para determinados crimes, como homicídios, estupros e os tipos abrangidos pela 'Lei do Terrorismo Doméstico'. Além disso, o candidato apresentou medidas específicas para a repressão a furtos de celular e crimes contra mulheres, crianças e adolescentes.
Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 30 de julho, a segurança pública é uma das principais vitrines do candidato do PSD, com 70% dos goianos avaliando a gestão estadual como positiva nesse assunto.
Com informacoes de Money Times.

