Caiado Critica Lula e Promete Resgatar Liturgia da Presidência
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma sabatina promovida pelo Correio Braziliense. Caiado, que já havia oficializado sua candidatura à Presidência com críticas a Lula e Flávio, reiterou sua posição sobre a necessidade de responsabilidade fiscal e institucional.
Ele afirmou que medidas adotadas pela atual gestão podem comprometer o Orçamento de 2027 e defendeu maior responsabilidade fiscal. Caiado classificou ações do governo federal como “brincadeiras populistas” e disse que benefícios autorizados pelo Executivo não possuem previsão orçamentária suficiente para serem pagos. “Esse populismo do Lula está além da capacidade de arrecadar do Brasil. Ele está com R$ 180 bilhões a mais com benefícios que autorizou e que não têm rubrica para pagar”, afirmou.
Segundo o presidenciável, uma eventual gestão sob seu comando teria participação ativa de auditores fiscais e valorizaria carreiras do serviço público. “Não existe governo que dê certo sem valorizar aqueles que estão à frente. Como é que eu vou trabalhar sem os auditores, professores, médicos, policiais militares e servidores de todas as partes?”, declarou.
Caiado também abordou a política externa, defendendo postura institucional nas relações internacionais. Ele criticou episódios recentes envolvendo o presidente da Argentina, Javier Milei, e integrantes do governo brasileiro. O candidato comentou a participação de Milei na convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e disse que o presidente argentino promoveu um “escândalo” ao atacar autoridades brasileiras.
Na mesma fala, Caiado também criticou declarações recentes do presidente Lula e defendeu maior equilíbrio institucional. “Aí o outro vem aqui, faz escândalo e se acha no direito de xingar presidente, xingar ministro. O outro se acha no direito de vir aqui saber como vai auditar as eleições. Calma lá. Devagar com o andor que o santo é de barro”, disse.
Ainda sobre relações internacionais, Caiado afirmou que a Presidência da República exige responsabilidade institucional. “O presidente representa mais de 215 milhões de brasileiros e deve preservar o respeito entre os países, independentemente das diferenças ideológicas.” O presidenciável também avaliou que o Itamaraty perdeu protagonismo nos últimos anos e defendeu que negociações internacionais sejam conduzidas por diplomatas e técnicos especializados.
Por fim, Caiado relacionou os conflitos diplomáticos aos desafios enfrentados pelo comércio exterior brasileiro. Segundo ele, tensões com parceiros como Estados Unidos, União Europeia, China, México e Paraguai acabam produzindo reflexos sobre setores da economia nacional. O ex-governador defendeu investimentos em inovação e inteligência artificial, citando a experiência de Goiás, que criou um centro de excelência na área e já possui um marco regulatório para inteligência artificial.
Com informacoes de O Hoje.

