Buracos Negros Supermassivos: Descoberta Revela Segredo do Crescimento
Recentemente, astrônomos identificaram evidências de como buracos negros supermassivos conseguem continuar recebendo matéria mesmo após liberarem enormes quantidades de energia. A descoberta foi feita com observações do Telescópio Espacial James Webb na galáxia NGC 4696, localizada no centro do Aglomerado de Centauro.
O estudo, liderado por pesquisadores da Université de Montréal com participação da Michigan State University, mostrou estruturas de gás que conectam a região externa da galáxia ao disco que alimenta o buraco negro central. A análise revelou um fluxo contínuo de material em direção ao núcleo galáctico.
Os resultados, publicados no The Astrophysical Journal Letters, ajudam a explicar um dos principais enigmas da astronomia: como esses objetos conseguem lançar jatos capazes de aquecer seu ambiente e, ao mesmo tempo, continuar recebendo combustível para crescer. Imagens do James Webb revelam a rota do combustível cósmico.
Quase todas as grandes galáxias conhecidas abrigam um buraco negro supermassivo em seu centro. Esses objetos podem ter massas equivalentes a milhões ou bilhões de vezes a do Sol e, quando acumulam matéria ao redor, passam a liberar intensos jatos de energia conhecidos como núcleos ativos de galáxias.
A pesquisa reforça uma visão em que os buracos negros supermassivos funcionam dentro de um ciclo contínuo. Os jatos lançados pelo núcleo ativo transferem energia para o gás ao redor, que posteriormente esfria e forma estruturas alongadas capazes de retornar ao centro da galáxia.
Segundo os pesquisadores, forças magnéticas ajudam a reduzir a rotação do gás durante sua queda, permitindo que ele seja direcionado para regiões próximas ao buraco negro. A matéria acumulada forma então um disco giratório, que abastece o objeto central. O buraco negro volta a emitir seus jatos energéticos e reinicia o processo, estabelecendo uma espécie de mecanismo de controle entre o crescimento do buraco negro e a evolução da galáxia.
A professora de física e astronomia da Michigan State University, Megan Donahue, destacou a dimensão dos dados obtidos pelo telescópio e o esforço coletivo para interpretar essas novas informações. O professor de Física e Astronomia da Michigan State University, Mark Voit, também comentou a relevância da descoberta, explicando que cálculos feitos pelo grupo da instituição indicavam que campos magnéticos poderiam ajudar a conduzir gás frio até os maiores buracos negros do universo.
Com informacoes de Olhar Digital.

