Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato do marido em suposto acidente de trânsito

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/09/2026 13:20
Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato do marido em suposto acidente de trânsito

Foto: via VEJA

A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, foi condenada à prisão perpétua pelo Tribunal de Assize de Busto Arsizio, na Itália, pela morte do marido italiano Fabio Ravasio, de 52 anos, em um processo que começou como um suposto acidente de trânsito.

Fabio Ravasio perdeu a vida em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, ao ser atingido por um carro enquanto retornava para casa de bicicleta; o episódio foi inicialmente classificado como acidente.

Segundo a acusação, Adilma teria conspirado, ao longo de semanas, com outras sete pessoas – entre elas o ex‑amante Massimo Ferretti – para simular o atropelamento e ficar com o patrimônio do marido, avaliado em cerca de 3 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 17 milhões na cotação atual.

O julgamento, que durou 12 horas e se encerrou em 15 de junho, resultou na condenação de Adilma como responsável pelo crime; o promotor a descreveu como “um abismo de imoralidade, capaz de manipular qualquer um para seus próprios fins”.

Além de Adilma, outros sete réus foram sentenciados: Marcello Trifone e Fabio Lavezzo foram condenados à prisão perpétua por atuarem como executores; Massimo Ferretti recebeu 24 anos de reclusão; Igor Benedito, filho de Adilma e apontado como motorista do veículo que atingiu Ravasio, obteve 23 anos; Mohammed Dhaibi, que bloqueou a estrada fingindo estar doente, foi condenado a 22 anos; Mirko Piazza, responsável pela vigilância da ação, recebeu 14 anos e quatro meses; e Fabio Oliva, mecânico que reparou o carro após o incidente, foi sentenciado a 14 anos.

Ferretti, barista, confessou participação durante a investigação, alegando ter sido dominado por um “apego doentio” a Adilma; ele relatou que as reuniões para planejar a emboscada ocorreram em seu estabelecimento, o Maison Café, onde forneceu informações sobre a rotina de Ravasio e ajudou a escolher o local do suposto atropelamento.

Adilma, ao longo de todo o processo, negou as acusações, sustentando que não tinha motivo para matar o marido e classificando o caso como manipulação contra ela; em sua defesa final, acusou o ex‑amante de ser quem desejava a morte de Fabio Ravasio, afirmou ter descoberto que Ferretti procurava um assassino de aluguel e que ela mesma o pressionou a contratar um mercenário, cujo preço de 100 mil euros teria levado à mudança de planos.

Os advogados da família de Fabio Ravasio celebraram a decisão judicial, declarando satisfação com a sentença e afirmando que consideram a condenação de todos os oito réus justa e coerente com o andamento do julgamento.

Com a conclusão do caso, a justiça italiana reabriu a investigação sobre a morte de Michele Della Malva, ex‑marido de Adilma, ocorrido em dezembro de 2011; a causa, antes atribuída a infarto, agora está sendo analisada como possível envenenamento a mando da acusada, que na imprensa italiana já recebeu o apelido de “louva‑a‑deus de Parabiago”.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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