Brasil perde exportação de carne para União Europeia devido ao uso de antimicrobianos
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmou que o setor produtivo é responsável por criar mecanismos para atender às exigências da União Europeia em relação ao uso de antimicrobianos na pecuária. Isso ocorre após a União Europeia ter retirado o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne para o bloco.
A União Europeia proibiu o uso de antimicrobianos na produção animal para promover o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais, bem como o uso de antimicrobianos que contenham substâncias reservadas ao tratamento de infecções em humanos. O Mapa argumenta que esses produtos têm finalidade veterinária relevante para os sistemas de produção pecuária.
Em junho de 2023, a Secretaria de Defesa Agropecuária reuniu representantes dos setores potencialmente afetados para alertar sobre a necessidade de criar mecanismos capazes de assegurar que animais destinados à exportação para a União Europeia não fossem tratados com os antimicrobianos vetados pelo bloco. No entanto, o ministério afirma que as primeiras propostas apresentadas pelo setor produtivo foram consideradas insuficientes.
O Mapa também afirmou que solicitou ao setor produtivo a elaboração de protocolos para atender às exigências da União Europeia, mas que esses protocolos não foram aprovados. Em 28 de abril de 2026, foi encaminhado à Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG SANTE) um protocolo para a cadeia de bovinos, complementado em 15 de maio.
A União Europeia tem como principal preocupação o surgimento de bactérias resistentes a antibióticos, que pode ser favorecido pelo uso de antimicrobianos em animais. Em 2022, a UE classificou a resistência aos antimicrobianos como uma das principais ameaças à saúde humana.
As negociações entre o Brasil e a União Europeia continuam, com o objetivo de encontrar uma solução para a exportação de carne brasileira para o bloco. No entanto, o governo brasileiro afirma que as providências necessárias para viabilizar a exportação dependem do desenvolvimento e da implementação, pelo setor produtivo, de sistemas de controle privados capazes de garantir a segregação da produção em conformidade com os requisitos da União Europeia.
Com informacoes de G1 Agronegócios.

