Brasil abre 651 mercados para produtos do agronegócio desde 2023
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, afirmou que o Brasil é visto no exterior como um país estável para o comércio e aberto a negociações. Segundo ele, 651 mercados foram abertos para produtos do agronegócio brasileiro desde 2023.
A declaração foi dada em entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Müller disse que o cenário internacional tem criado novas oportunidades para o Brasil. Ao tratar desse movimento, citou o acordo Mercosul-União Europeia desde 1º de março, o acordo com o Efta e o início da negociação com o Japão.
Também afirmou que países asiáticos têm ampliado a demanda por negociações com o Brasil. Diante da nova sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos, o presidente da ApexBrasil afirmou que o país buscará ampliar exportações para destinos onde ainda não atua. Segundo ele, a estratégia de diversificação envolverá todos os setores afetados pelo tarifaço, com atenção especial aos segmentos atingidos de forma exclusiva no Brasil.
Entre os setores mais afetados pela tarifa de 25%, Müller citou móveis, cosméticos, plástico, calçados, material elétrico e máquinas. Ele acrescentou que o governo brasileiro trabalha na avaliação do impacto e do diferencial de competitividade de cada setor, considerando também a magnitude da tarifa. Segundo o dirigente, em alguns casos a medida pode inviabilizar o negócio, como ocorria com o setor de pescados, agora isento.
Müller também afirmou que os Estados Unidos têm dificuldade para diversificar a compra de alguns produtos importados do Brasil. Como exemplos, mencionou café, atualmente isento, e mel. Na avaliação dele, o efeito da tarifa passa por renegociação de contratos, restrições comerciais e impacto inflacionário no mercado americano.
Sobre as negociações com os Estados Unidos, o presidente da ApexBrasil disse que o trabalho continuará em conjunto com o setor privado. Ele ressaltou que a ruptura de relações comerciais pode gerar prejuízo ao exportador quando empresas brasileiras são substituídas por fornecedores de outros países. A ApexBrasil defende que a resposta ao novo cenário passa pela preservação das negociações com os Estados Unidos e pela ampliação de destinos para as exportações brasileiras, incluindo produtos do agronegócio.
Com informacoes de Canal Rural.

