Bolsas da Europa terminam em mistura, com olho em tecnologia e conflito no Oriente Médio

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 31/07/2026 15:01
Bolsas da Europa terminam em mistura, com olho em tecnologia e conflito no Oriente Médio

Foto: via Money Times

Os índices europeus terminaram o pregão desta sexta-feira (31) em movimentos mistos, diante da volatilidade nos preços de ativos de tecnologia e dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Não é a primeira vez que a bolsa europeia se vê afetada por esses fatores, como já mostramos em nossas coberturas recentes, como a trégua entre EUA e Irã no Oriente Médio.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,12%, aos 649,19 pontos. Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com ganho de 0,28%, aos 8.509,64 pontos; e o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com alta de 0,07%, aos 25.629,24 pontos. O FTSE 100, de Londres, fechou em baixa de 0.10%, aos 10.868,05 pontos.

Os investidores europeus acompanharam a volatilidade das ações de tecnologia, que perderam força ao longo do pregão, em linha com o movimento observado nas bolsas dos Estados Unidos. Entre as ações de semicondutores, encerraram com ganhos Infineon (+4,1%), ASM International (+2,3%) e STMicroelectronics (+0.2%). O setor tech subiu 0,4%.

O mercado ainda avaliou a continuidade no conflito no Oriente Médio e sinais de avanço nas negociações de um acordo envolvendo o Hamas. Segundo analistas da BMI, o cenário no Oriente Médio continua sujeito à elevada volatilidade. O economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, afirmou que os eventos geopolíticos atuais são “profundamente incertos” e que é difícil prever como eles evoluirão.

Já em relação à macroeconomia, a taxa anual da inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro acelerou de 2,8% em junho para 2,9% em junho, segundo levantamento preliminar da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Apesar de vir em linha com a previsão dos analistas consultados pela FactSet, a inflação se afastou ainda mais da meta oficial de 2% do Banco Central Europeu (BCE).

Nos destaques corporativos, o Credit Agricole subiu 2,6% após divulgar resultados, enquanto o NatWest avançou 4,1% em Londres ao elevar sua projeção anual. Na ponta negativa, a Universal Music despencou 23,1% após balanço, e a Novo Nordisk caiu cerca de 7,4% em Copenhague depois que um medicamento experimental falhou em um estudo clínico de fase 3.

Com informacoes de Money Times.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

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