Bitcoin (BTC) sobe, mas 10 altcoins dispararam até 111% na semana
O ano de 2026 tem sido desafiador para os investidores em criptoativos; no acumulado, o Bitcoin (BTC) apresenta perda de cerca de 17%.
Na quarta‑feira, 19 de agosto, a maior moeda digital do mundo voltou a ganhar força, atingindo o patamar mais alto desde o início de junho, impulsionada pelo anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de dobrar a capacidade de recompra de títulos de longo prazo.
Na manhã de domingo, 23 de agosto, por volta das 10h, o criptoativo era negociado a US$ 77.169,00, segundo a CoinMarketCap, acumulando alta de 22,6% em sete dias – movimento que já havíamos destacado em 23/08 ao observar o Bitcoin ultrapassar a marca de US$ 77 mil.
Esse impulso abriu espaço para que dez criptomoedas alternativas superassem o desempenho do BTC. O destaque da semana foi a Ethena (ENA), que registrou valorização de 111,59% em sete dias; logo atrás, Pump.fun (PUMP) avançou 97,05% e Stacks (STX) subiu 94,11%.
A lista completa, segundo a CoinMarketCap, inclui ainda XRP (XRP), Pepe (PEPE) e Official Trump (TRUMP), entre outras altcoins que também superaram o Bitcoin no mesmo período.
O Bitcoin costuma funcionar como um “termômetro” do mercado cripto: quando ele sobe, o humor dos investidores melhora e a disposição por risco aumenta. Inicialmente, o capital flui para o próprio Bitcoin, por ser o ativo mais conhecido e líquido; depois, parte desse fluxo pode migrar para ativos menores em busca de retornos mais expressivos, gerando movimentos mais acentuados nas altcoins.
Esses movimentos intensos também trazem risco elevado, sobretudo para memecoins como Pepe (PEPE) e Official Trump (TRUMP), cujos preços podem ser movidos mais por humor de mercado e especulação em redes sociais do que por fundamentos sólidos.
A alta do Bitcoin foi reforçada pela decisão do Tesouro dos EUA de ampliar a compra de títulos públicos de longo prazo, medida que tende a aliviar a pressão sobre os juros de longo prazo e a direcionar investidores para ativos de maior risco, como as criptomoedas.
Outro fator que contribuiu para o otimismo foi a sinalização política dos Estados Unidos. Em reunião na Casa Branca, o presidente Donald Trump pressionou legisladores a aprovar o Clarity Act, proposta que busca definir claramente quais criptoativos são valores mobiliários sob jurisdição da SEC e quais são commodities digitais reguladas pela CFTC. A mesa contou com executivos como Brian Armstrong (CEO da Coinbase), Vlad Tenev (CEO da Robinhood), Mike Selig (presidente da CFTC) e Paul Atkins (presidente da SEC).
Com a combinação de estímulo fiscal, clareza regulatória potencial e fluxo de capitais, o cenário para o Bitcoin e as altcoins pode permanecer favorável, embora a volatilidade típica do setor continue a representar um desafio para os investidores.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

