Biosseguridade: Chave para a Competitividade na Suinocultura Brasileira

Por Sebastião Gomes da Silva em Rio Verde, GO 29/07/2026 13:13
Biosseguridade: Chave para a Competitividade na Suinocultura Brasileira

Foto: via Canal Rural

A biosseguridade deixou de ser apenas um conjunto de regras dentro das granjas e se tornou um dos principais pilares da suinocultura moderna. Na fase produtiva de leitões, a prevenção da entrada e disseminação de doenças é crucial para proteger os animais, reduzir perdas e fortalecer a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional.

De acordo com Armando Lopes, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, a biosseguridade é considerada um dos pontos mais estratégicos para garantir a saúde de todo o sistema de produção. Um manejo adequado pode produzir leitões saudáveis, que apresentam melhor desempenho e produtividade, reduzir a necessidade do uso de antimicrobianos, proporcionar maior lucro ao produtor e facilitar a comercialização da carne suína.

O investimento em biosseguridade é visto como uma estratégia econômica, pois é mais barato prevenir do que lidar com surtos de doenças. Armando destaca que todo investimento em biosseguridade é sempre menor do que os custos de um surto. Além disso, uma maternidade deve ser isolada e cercada para garantir a saúde dos animais, e animais saudáveis são essenciais para competir em mercados cada vez mais exigentes.

Como já mostramos anteriormente, a suinocultura brasileira está se recuperando, e a biosseguridade desempenha um papel crucial nesse processo. O Brasil é o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, e a biosseguridade influencia diretamente a confiança dos mercados compradores, pois a ausência de doenças no plantel é fundamental para manter a competitividade.

Armando enfatiza que trabalhar a biosseguridade é essencial para evitar a introdução de doenças nas granjas e minimizar a circulação de doenças é crucial para a continuidade da produção. Para que as medidas de biosseguridade sejam efetivas, é necessário criar uma cultura de prevenção entre todos os colaboradores da granja.

Armando sugere que o comprometimento de todos com as práticas de biosseguridade, comunicação e feedback constantes para motivar a equipe são fundamentais. Com essas ações, é possível manter um plantel saudável e garantir o status sanitário das granjas brasileiras, o que é essencial para a competitividade da suinocultura no mercado internacional.

Com informacoes de Canal Rural.

Sebastião Gomes da Silva

Sobre o Autor: Sebastião Gomes da Silva

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