Beast of Reincarnation: Uma Jornada de Descoberta com Altos e Baixos
Beast of Reincarnation, o novo jogo da Game Freak, surpreendeu desde o anúncio, mostrando que o estúdio pode ir além dos gráficos cartunescos de Pokémon. No entanto, o que mais surpreende no game é como ele é decepcionante. Após quase 30 horas no controle de Emma e Ko, o principal sentimento que o game me deixa é de decepção, apesar da surpresa das horas iniciais.
A narrativa do jogo é previsível, com um bom combate, um lobo que rouba a cena como a melhor coisa do jogo inteiro, e uma reta final desgastante. Beast of Reincarnation prova que a Game Freak pode ir além da franquia Pokémon, mas tem um longo caminho pela frente. Uma narrativa arrastada e desinteressante é um dos principais problemas do jogo, com diálogos pausados e revelações importantes sobre o universo em momentos inadequados.
O combate do jogo é um dos poucos aspectos positivos, com inspirações em Sekiro: Shadows Die Twice e Nier: Automata. O sistema de combate é bom, com uma cadência veloz centrada no parry, combos de Emma, comandos táticos de Ko, um sistema elemental de fraquezas e vantagens, e uma extensa árvore de habilidades para Emma e Ko. No entanto, a variedade de inimigos é pífia, e as batalhas de chefe poderiam ser grandiosas, mas pecam da música até o momento em que chefes se repetem na campanha.
A Game Freak, conhecida principalmente pelos jogos da franquia Pokémon, precisa melhorar a otimização e a variedade de inimigos para criar uma experiência mais agradável para os jogadores. Não é a primeira vez que a empresa enfrenta desafios em criar jogos que atendam às expectativas dos fãs, como já mostramos anteriormente na nossa cobertura do Xbox Game Pass, que incluiu o anúncio de jogos para agosto de 2026.
Com informacoes de IGN Brasil.

