Banco do Brasil pede dispensa de audiência sobre empréstimo ao BRB
O Banco do Brasil pediu dispensa da audiência de conciliação marcada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, para definir a execução do acordo firmado em maio para salvar o Banco de Brasília. O BB afirma que o pedido do BRB pelo encontro não incluiu chamamento aos bancos e que não se colocou como representante das demais instituições financeiras.
Por fim, o Banco do Brasil também diz que a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, tem outro compromisso no momento da reunião. Caso a intimação seja mantida, a instituição afirma que os demais bancos também deveriam ser chamados.
O Banco do Brasil foi escalado como líder do consórcio de bancos que servirão como fiadores da operação de empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos ao governo do Distrito Federal para a capitalização do BRB. A decisão do relator do caso no Supremo foi tomada após pedido do governo do Distrito Federal, que alegou haver inércia da União no cumprimento dos termos acordados.
O novo encontro está previsto para 13 de agosto. A ação busca cobrir o rombo deixado no BRB por operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Em fevereiro, o banco entregou um documento ao Banco Central com um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas em até 180 dias. O prazo se esgotou sem que as medidas tenham saído do papel.
O Banco do Brasil afirma que jamais houve a constituição de consórcio de bancos e tampouco o Banco do Brasil se colocou como representante das demais instituições financeiras ou responsável por eventual operação, tanto que sequer integra a relação processual desta Ação Civil Originária.
Os representantes do Banco do Brasil afirmam que o Distrito Federal questiona a União e o FGC, pretendendo a vinculação direta dos recursos do FPE e do FPM para garantir o FGC, o que dispensaria a fiança que seria inicialmente prestada pelos bancos.
No mesmo documento, o BB acrescenta informações sobre a agenda da presidente para a próxima semana. Segundo a imagem, ela tem “imprescindível participação, juntamente com o conselho diretor, na apresentação pública do resultado trimestral do BB, conforme previamente divulgado ao mercado”.
Nesse caso, se ainda assim o relator insistir na presença, o banco pede a possibilidade de ser representado pelo diretor-jurídico, Alexandre Bochetti Nunes. Ainda, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que integrantes do governo federal receberam com “profunda insatisfação” a declaração do Governo do Distrito Federal de que haveria inércia da União nas negociações para a capitalização do BRB.
Com informacoes de Folha de S.Paulo.

