Arruda consolida aliança com Fraga e lança plano de “resgatar Brasília” nas eleições de 2026

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/08/2026 15:20
Arruda consolida aliança com Fraga e lança plano de “resgatar Brasília” nas eleições de 2026

Foto: via Correio Braziliense

Na manhã desta terça‑feira, 18 de agosto, o candidato ao Palácio do Buriti, Alexandre Arruda, oficializou a parceria com o Partido Liberal (PL) ao receber o deputado federal Carlos Fraga, que acumula seis mandatos na Câmara dos Deputados. Arruda ressaltou que a prioridade é o bem‑estar da população, acima de divergências partidárias, e destacou a longa trajetória de colaboração entre os dois políticos.

“Fraga e eu construímos nossa carreira política juntos. Apesar da diferença de sigla neste momento, estou muito satisfeito com o apoio dele e agradeço a Deus por essa união”, afirmou o candidato do PSD.

O lema adotado por Arruda, “resgatar Brasília”, engloba metas para reverter retrocessos em indicadores sociais e na prestação de serviços públicos. Na área da educação, o objetivo é retirar o Distrito Federal da 27ª posição no ranking nacional e reconquistar o 1º lugar, posição ocupada durante a gestão anterior do candidato.

Na saúde, o plano inclui a retomada do programa “Pão e Leite”, a ampliação da “Cesta Verde” e a construção de novos hospitais. No transporte, a proposta prevê a expansão das linhas de metrô, a implantação da via Interbairros e a conclusão do anel rodoviário que circunda a capital.

Fraga justificou seu apoio ao candidato com base na amizade e lealdade, informando que recebeu autorização do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para formalizar a aliança.

Entre as ações específicas da chapa, Arruda destacou a urbanização completa de Vicente Pires, bem como a regularização fundiária baseada no preço da terra nua, em contraste com os valores praticados atualmente pela Terracap, que ele considera inviáveis para a população.

Um ponto central da campanha é a crítica à privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB), atualmente controlada pela Neoenergia. Arruda prometeu uma auditoria profunda nos primeiros 90 dias de governo, apontando que a CEB possuía ativos avaliados em cerca de R$ 4 bilhões, mas foi vendida por R$ 1,6 bilhão. O candidato também denunciou o “péssimo serviço” da Neoenergia, citando atrasos de até seis meses para aumento de carga e frequentes apagões.

Se a auditoria confirmar irregularidades e o serviço não melhorar, Arruda afirmou que recorrerá ao Judiciário para reverter a privatização, alegando que a CEB era um modelo de empresa no país e que a perda da concessionária tem impactado a iluminação pública.

Sobre a legalidade de sua candidatura, Arruda garantiu que o registro está devidamente protocolado e que, embora espere impugnações, confia que a decisão final caberá ao eleitorado.

O candidato ainda citou a proximidade política de sua esposa, Flávia Arruda, com a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro (PL) e com a deputada Bia Kicis (PL), reforçando a formação de um amplo bloco político para a disputa.

Com informacoes de Correio Braziliense.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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