Arroba do Boi Gordo Registra Alta, mas Sustentação é Questionada

Por Sebastião Gomes da Silva em Rio Verde, GO 25/07/2026 19:40
Arroba do Boi Gordo Registra Alta, mas Sustentação é Questionada

Foto: via Canal Rural

O mercado físico do boi gordo registrou negociações mais aquecidas no decorrer da semana, em meio à tentativa dos frigoríficos de alongar as escalas de abate. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o cenário de oferta mais restrita no momento levou as indústrias a desembolsarem valores maiores pela arroba do boi.

Por outro lado, chama a atenção a demanda fragilizada, especialmente na exportação. O ritmo de embarques vem apresentando arrefecimento semana após semana, com o esgotamento precoce da cota chinesa, avalia Iglesias. Conforme o especialista, outro ponto a ser mencionado é que o mercado interno apresenta no momento um padrão de preços mais acomodado para a carne no atacado, o que traz maior pressão aos frigoríficos.

Mesmo assim, para evitar uma ociosidade maior, mais indústrias anunciaram férias coletivas no decorrer da semana, acrescenta Iglesias. Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 23 de julho: São Paulo (Capital): R$ 345, avanço de 4,55% perante os R$ 330 praticados na última semana; Goiás (Goiânia): R$ 320, estável em relação ao valor praticado no final da semana anterior; Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, alta de 3,23% perante os R$ 310 praticados na semana anterior; Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 335, aumento de 3,08% frente aos R$ 325 registrados na semana anterior; Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, sem mudanças frente ao valor praticado no fechamento da semana passada; Rondônia (Vilhena): R$ 320, acréscimo de 3,23% em relação aos R$ 310 registrados no encerramento da semana passada.

O mercado atacadista registrou preços de estáveis a mais baixos durante a semana, em meio ao ambiente de negócios mais fraco observado durante a segunda quinzena do mês, que conta com um menor apelo ao consumo. Iglesias lembra que a carne bovina segue menos competitiva em relação às proteínas concorrentes, especialmente na comparação com a carne de frango. Quarto dianteiro: foi cotado a R$ 19 por quilo, estável frente ao valor praticado na semana passada; Quarto traseiro: precificado a R$ 25,50 por quilo, recuo de 1,92% frente aos R$ 26 praticados na semana anterior.

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 896,768 milhões em julho até o momento (13 dias úteis), com média diária de US$ 68,982 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 140,389 mil toneladas, com média diária de 10,799 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.387,70. Em relação a julho de 2025, houve alta de 3,3% no valor médio diário da exportação, queda de 10,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 15,1% no preço médio.

Com informacoes de Canal Rural.

Sebastião Gomes da Silva

Sobre o Autor: Sebastião Gomes da Silva

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