Argentinos Preparam Rituais para Final da Copa do Mundo

Por Luiz Henrique Ferreira em Rio Verde, GO 17/07/2026 09:00
Argentinos Preparam Rituais para Final da Copa do Mundo

Foto: LUIS ROBAYO / AFP

A mesma roupa, a mesma poltrona, o cachorro do lado de fora ou a sogra tricotando: os argentinos, incluindo o presidente, seguem inúmeras superstições, com o coração acelerado e a esperança de erguer a taça da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva.

Após a vitória épica que eliminou a Inglaterra do Mundial, os argentinos se apegam aos seus rituais para lidar com a adrenalina durante os três dias intermináveis que antecedem a final contra a Espanha. Como já mostramos anteriormente, a Espanha conquistou sua vaga na final após vencer a França por 2 a 0, e agora enfrenta a Argentina em busca do título.

Andrés González, um contador de 48 anos, diz “respirar, suar e sonhar futebol”, resignado a assistir à Copa pela TV, “mas com a mesma paixão de quem está no estádio”. Em sua casa no bairro popular de Liniers, na zona oeste de Buenos Aires, “ninguém sai do lugar que ocupou da última vez”, explica ele. “Se você foi ao banheiro e saiu um gol, a gente te tranca lá. Você fica lá até o jogo acabar”, diz ele com firmeza.

Até mesmo Javier Milei revelou nesta quinta-feira que tem a sua própria superstição: ele “de jeito nenhum” viajará para os Estados Unidos para assistir à final de domingo contra a Espanha. O presidente assistirá à partida na residência presidencial, “assim como no primeiro dia”, disse ele em uma entrevista de rádio. É para dar sorte? “Sim”.

Argentinos de todas as idades e classes sociais têm suas próprias superstições. Algumas vêm de Copas passadas, enquanto outras são novas. Na casa de Estela Vargas, uma vendedora de 65 anos, todos usam as mesmas roupas, se sentam na mesma poltrona e o cachorro fica do lado de fora. “Para o jogo contra a Inglaterra, já que ele é um bulldogue inglês, colocamos uma camisa da Argentina nele e levamos sua cama para o pátio. Para o jogo contra a Espanha, faça chuva ou faça sol, ele vai ficar do lado de fora”, garante ela.

No universo colorido das superstições e rituais, essas práticas para “atrair sorte” estão longe de ser vistas pelos argentinos como uma mera brincadeira. “É uma parte profundamente enraizada no mundo do futebol, ligada a uma esfera quase religiosa de santos e ídolos, como Diego Maradona desde a sua morte”, em 2020, disse o sociólogo Diego Murzi.

Os argentinos não se veem como meros espectadores, mas como protagonistas, e esses rituais fazem parte disso: sentir-se envolvido ao atrair a boa sorte e afastar a má. Quanto mais populares os bairros de Buenos Aires, mais enfeitados de bandeiras eles ficam num momento que mistura alegria e nervos à flor da pele antes de cada jogo.

Com informacoes de Gazeta Esportiva.

Luiz Henrique Ferreira

Sobre o Autor: Luiz Henrique Ferreira

Luizinho é o escritor de futebol do MOTNAF.NEWS. Apaixonado pelo esporte desde a primeira pelada, ele acompanha cada lance, cada gol e cada virada com o olhar de quem vive o futebol de verdade. Do Brasileirão à Copa do Mundo, nenhuma bola rola sem que ele esteja de olho. Ágil e sempre de plantão, traz a notícia quente na hora certa, sem enrolação. Gosta tanto do jogo dentro de campo quanto das histórias que emocionam nos bastidores. Escreve com paixão, clareza e aquele tempero que só quem ama futebol tem. Cobre os grandes clássicos, mas não esquece dos detalhes que fazem diferença. Seu compromisso é manter você por dentro de tudo, com informação rápida e confiável. Cada matéria é feita pensando no torcedor. É MOTNAF.NEWS, é futebol de verdade.