Atlético de Madrid quebra recorde de 92 anos com dez atletas na final da Copa
O confronto decisivo entre Espanha e Argentina, no domingo, em Nova Jersey, já entra para a história antes mesmo do apito inicial, devido ao maior número de atletas de uma mesma agremiação em uma final de Copa em 92 anos. Ao todo, dez jogadores contratados pelo Atlético de Madrid estarão envolvidos na disputa pelo troféu mais cobiçado do planeta.
O clube da capital espanhola divide seus representantes de forma expressiva entre as duas seleções finalistas. Pelo lado europeu, os defensores Pubill e Grimaldo, além dos meio-campistas Llorente e Álex Baena, defendem a Espanha. Já na delegação sul-americana, o goleiro Musso, o lateral Nahuel Molina, o meia Nico González e os atacantes Thiago Almada, Giuliano Simeone e Julián Álvarez compõem o grupo que busca o título mundial.
Esta estatística consolida a hegemonia da equipe de Madri, que lidera o ranking de convocados na grande decisão pela terceira edição consecutiva. Na final do campeonato de 2018, a agremiação contou com quatro atletas no jogo decisivo entre França e Croácia. O feito se repetiu no Catar, em 2022, quando quatro profissionais do elenco espanhol estiveram presentes na partida finalíssima entre franceses e argentinos.
A forte conexão com o selecionado sul-americano ganha contornos familiares na atual campanha. O atacante Giuliano Simeone é comandado em solo espanhol por seu pai, Diego Simeone, treinador do Atlético de Madrid. O técnico e ex-atleta tem acompanhado de perto o desempenho do herdeiro nos estádios, como ocorreu na semifinal diante da Inglaterra, duelo em que o jovem atleta iniciou a partida entre os titulares.
Outro grande protagonista do elenco de Diego Simeone na competição é Julián Álvarez. O centroavante virou o centro de uma disputa de bastidores no mercado de transferências, gerando atrito público entre a diretoria de seu time e os arquirrivais locais, Barcelona e Real Madrid. As sondagens pelo atleta alcançam valores que rondam a expressiva marca de R$ 1 bilhão.
O cenário atual quebra uma marca estabelecida na Copa de 1934, disputada na Itália. Naquela ocasião, a seleção da Tchecoslováquia contava com 11 profissionais pertencentes ao Estrela Vermelha no elenco vice-campeão do torneio, sendo que oito deles iniciaram o confronto decisivo como titulares. A base da campeã Itália também era concentrada, composta por nove jogadores da Juventus de Turim.
Com informacoes de UOL Esporte.

