A NASA Monitora o Clima em Tempo Real: Um Esforço Conjunto para Proteger o Planeta
Além da exploração espacial, uma das tarefas mais prioritárias e complexas da NASA é a observação contínua da Terra. Por meio da Divisão de Ciências da Terra, a agência opera dezenas de missões encarregadas de registrar a saúde do nosso planeta, que vão desde satélites em órbita a supercomputadores no solo – formando uma rede integrada de tecnologia para acompanhar as transformações climáticas globais em tempo real.
A espinha dorsal dessa infraestrutura é o Sistema de Observação da Terra (EOS), composto por satélites em órbita terrestre baixa. Equipamentos emblemáticos como as espaçonaves Terra e Aqua registram a cobertura de nuvens e a vegetação. Enquanto isso, há mais de cinco décadas, o programa Landsat documenta as transformações no uso do solo e o desmatamento.
Outras missões aplicam tecnologias avançadas para medir variáveis invisíveis a olho nu. O satélite GRACE-FO monitora variações na gravidade terrestre causadas pelo deslocamento de massas de água e derretimento de geleiras. Seus dois satélites medem pequenas variações no campo gravitacional da Terra, permitindo monitorar mudanças na massa de gelo, nos aquíferos, nos oceanos e em outros componentes do sistema terrestre.
Já o moderno satélite SWOT consegue mapear quase toda a água da superfície do planeta, incluindo rios, lagos e oceanos, com precisão inédita. Sensores espaciais, poluição e biodiversidade são acompanhados pela agência para avaliar as mudanças climáticas globais.
A NASA emprega múltiplos métodos para monitorar essas mudanças vertiginosas. Para avaliar as calotas polares, por exemplo, o Satélite para Medição da Elevação de Gelo, Nuvens e Terras Emersas (ICESat-2) utiliza a tecnologia LiDAR, que dispara pulsos de laser em direção à superfície terrestre e mede o tempo que a luz leva para retornar ao sensor.
Com esses diferentes instrumentos, a NASA trabalha em conjunto para modelar o futuro e proteger o planeta. A astrobióloga brasileira Raíssa Estrela, pesquisadora do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, atua diretamente no processamento de dados desse sensor e destaca a importância do trabalho conjunto da agência em tempo real.
Como resume a pesquisadora do JPL, a atuação conjunta desses diferentes instrumentos é o que permite modelar o futuro e proteger o planeta. A NASA trabalha incansavelmente para entender e mitigar as mudanças climáticas globais, e a sua missão é mais importante do que nunca.
Com informacoes de Olhar Digital.

