Vozinha Sonha com Copa de 2030 e Libertadores
O goleiro Vozinha, que se tornou um fenômeno nas redes sociais após a Copa do Mundo de 2026, participou virtualmente da Rio Innovation Week e falou sobre os impactos da histórica campanha de Cabo Verde na competição. Além de abordar a possibilidade de disputar o Mundial de 2030, o atleta também comentou sobre disputar a Libertadores pelo Colo Colo, seu novo clube.
Aos 40 anos, o goleiro, que acumula cerca de 30 milhões de seguidores, admitiu que ainda não sabe se seguirá defendendo a seleção cabo-verdiana pelos próximos quatro anos. Apesar da cautela, Vozinha deixou as portas abertas para uma continuidade no futebol internacional. “Sinceramente, não sei. Já estou na seleção há muito tempo e já conversei com o mister (Bubista, que já deixou o cargo). Tivemos uma conversa sobre parar. Depois do que aconteceu na Copa, temos que ponderar muito bem, conversar e ver como meu corpo vai estar”, afirmou.
Vozinha também falou sobre sua ligação com o Brasil e revelou admiração por diversos goleiros que marcaram época no futebol brasileiro. Entre suas referências, citou nomes como Taffarel, Dida e Rogério Ceni, além de goleiros de gerações mais recentes, como Alisson, Ederson, Júlio César e Diego Alves. O jogador destacou ainda sua paixão pela cultura brasileira, mencionando a culinária, as novelas e artistas como Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Cidade Negra e Seu Jorge.
Agora no futebol chileno, Vozinha afirmou que espera disputar a Copa Libertadores da próxima temporada. O goleiro atribuiu parte de sua popularidade mundial ao carinho recebido dos torcedores brasileiros durante e após a Copa do Mundo. “Espero disputar a Libertadores no ano que vem, com o Colo-Colo, um gigante do continente e meu novo clube. Tenho uma dívida com o Brasil e com o povo brasileiro”, comentou.
Durante o painel, o goleiro relembrou a campanha que colocou Cabo Verde no mapa do futebol mundial e destacou como o torneio transformou sua rotina. Segundo o atleta, a repercussão internacional foi importante não apenas para sua carreira, mas também para a visibilidade do país africano. “Minha vida virou do avesso, foi uma coisa extraordinária o que se passou na Copa do Mundo. Agora, todos conhecem o nosso futebol, o nosso Cabo Verde, o nosso povo. São pessoas lutadoras, que nunca desistem”, destacou o jogador.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

