Volkswagen revela nova Amarok 2027 e apresenta picape Tukan com produção nacional
A Volkswagen realizou, na manhã desta sexta-feira (21), um evento em Barretos (SP) para apresentar a futura geração da Amarok. Embora o protótipo estivesse coberto por camuflagem, a empresa confirmou que o modelo chegará ao mercado em 2027 e terá potência superior a todas as versões já produzidas.
Atualmente, a Amarok comercializada no Brasil conta com um motor 3.0 V6 turbodiesel que entrega 258 cavalos. A nova versão será desenvolvida considerando as demandas dos consumidores da América do Sul, incorporando tecnologias avançadas e opções de eletrificação alinhadas ao conceito da picape.
Os testes da nova Amarok já estão em andamento com clientes em diversos países sul‑americanos, abrangendo situações urbanas, rurais, estradas pavimentadas e de terra, além de variações de temperatura, altitude, poeira e tipos de terreno. Essa diversidade de condições influenciou o padrão de camuflagem utilizado na apresentação.
A iniciativa faz parte de um investimento total de R$ 20 bilhões que a Volkswagen planeja destinar à América do Sul até 2028, dos quais R$ 4 bilhões serão aplicados na Argentina. O aporte inclui melhorias nas instalações da fábrica de General Pacheco, onde a Amarok está em produção desde 2010, com mudanças nas linhas de montagem e avanços nos processos.
Desde seu início na região, a produção da Amarok já ultrapassou a marca de 800 mil unidades, tornando‑se o modelo mais fabricado na história da operação argentina da marca. Mais de 465 mil desses veículos foram exportados para mais de 100 mercados ao redor do mundo.
No mesmo evento, a Volkswagen também apresentou a Tukan, nova picape que será produzida no Brasil, especificamente em São José dos Pinhais (PR), com início de comercialização previsto para o primeiro semestre de 2027. Aproximadamente 76 % das peças serão de origem nacional.
A Tukan será oferecida em duas versões: a Extreme, que traz cabine dupla e representa o topo de linha, e a Robust, de entrada, com cabine simples focada no transporte de carga e uso profissional. Ambas as versões utilizam a arquitetura MQB, a mesma empregada em modelos como o T‑Cross, sendo a primeira aplicação da plataforma em uma picape no mundo.
Para adaptar a estrutura ao transporte de carga, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira com feixe de molas, projetada para suportar diferentes condições de uso, inclusive quando o veículo está carregado. O entre‑eixos foi ampliado em relação ao T‑Cross, permitindo a criação de uma caçamba sem comprometer o espaço interno dos ocupantes.
No desenvolvimento da Tukan, a empresa realizou avaliações com consumidores, cujas opiniões geraram ajustes no projeto, como a simplificação da traseira da versão de cabine simples. A cabine dupla, por sua vez, recebeu foco maior em conforto, tecnologia e versatilidade.
Embora compartilhe a plataforma MQB com o T‑Cross, a Tukan possui identidade visual própria. O para‑brisas é o mesmo do SUV, enquanto os faróis de LED foram posicionados mais altos e são idênticos aos do Nivus. Detalhes como entradas de ar pretas no para‑choque, caixas de roda mais angulares, linha de cintura elevada e proteções laterais mais robustas reforçam o caráter de picape. Na traseira, a Tukan apresenta lanternas de LED e elementos gráficos diferenciados.
Com informacoes de G1.

