Vivo acelera testes com Starlink e se prepara para anúncio estratégico
A Vivo está a um passo de oficializar uma parceria estratégica com a Starlink para levar internet via satélite a smartphones, após avançar nos testes da tecnologia Direct‑to‑Device (D2D) que já eram realizados.
A tecnologia D2D permite que o aparelho se conecte diretamente ao satélite, dispensando antenas externas. A maioria dos smartphones premium e diversos modelos intermediários lançados nos últimos anos já suportam essa funcionalidade, que exige linha‑de‑visão livre entre o dispositivo e o satélite. Por ser um complemento à rede móvel tradicional, o D2D tem grande potencial em regiões remotas onde 4G e 5G ainda não chegam.
O avanço só foi possível graças a um sandbox regulatório criado pela Anatel, que simplificou exigências e protocolos para a fase de testes. Não é a primeira vez que a agência abre caminho para inovações da Vivo; como já coberto anteriormente, o mesmo mecanismo permitiu a continuidade do serviço Vivo Anti Spam.
Nos últimos dias, usuários relataram o aparecimento mais frequente da rede “Vivo Starlink” nos seus dispositivos. Em julho, o site especializado TeleSíntese já havia divulgado que as duas empresas estavam em negociações. Fontes consultadas pelo Tecnoblog indicam que o próximo passo será a formalização do acordo e o início da oferta comercial.
Os termos do contrato permanecem confidenciais. Ainda não se sabe se o serviço será incluído sem custo adicional nos planos premium da Vivo ou se haverá cobrança extra, possivelmente semelhante ao modelo de roaming adotado por outras operadoras.
Nos Estados Unidos, a T‑Mobile foi a primeira operadora a lançar um serviço comparável em parceria com a Starlink, batizado de T‑Satellite, em julho de 2025. Inicialmente, o serviço oferecia apenas troca de mensagens de texto e estava incluso no plano Go5G Next. Usuários de outros planos da T‑Mobile, bem como clientes de AT&T e Verizon, precisam pagar US$ 10 mensais, o que equivale a cerca de R$ 52.
Os rumores recorrentes de que a Starlink poderia “liberar” internet diretamente ao consumidor não têm fundamento regulatório, pois a prestação de conexão via satélite só pode ser feita por operadora de telefonia móvel – categoria que a Starlink ainda não ocupa formalmente.
Apesar de tentativas de contato, nem a Vivo nem a Starlink responderam até o fechamento desta matéria.
Com informacoes de Tecnoblog.

