Trump burla Justiça e reduz vacinas recomendadas para crianças novamente
Em uma tentativa de fazer valer o que ele estabeleceu em janeiro deste ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma nova ordem executiva que diminuiu a quantidade de vacinas infantis recomendadas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A decisão é semelhante ao que ele estabeleceu em janeiro, mas foi suspenso pela Justiça.
Na época, Trump retirou seis doenças da lista de recomendação universal de vacinação infantil, fazendo com que o total de imunizações pediátricas de rotina padrão caísse de 17 para 11. No entanto, o juiz federal Brian Murphy, de Boston, emitiu uma liminar bloqueando a decisão em abril.
Com a nova ordem executiva, as seis vacinas voltam a não ser recomendadas de forma universal, com indicação apenas para grupos de alto risco ou por decisão médica. São elas: hepatite A, hepatite B, doença meningocócica, rotavírus, gripe e vírus sincicial respiratório (VSR).
Além disso, Trump também afirmou que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) pode ser “bastante letal” se tomada em uma única dose. Ele defendeu que os três imunizantes sejam administrados separadamente para reduzir o que ele sugeriu ser um risco elevado de autismo — apesar da segurança, facilidade e menor custo de administrar as vacinas juntas.
“Queríamos que a vacina MMR fosse administrada em três doses separadas, em momentos diferentes. Juntas, as vacinas poderiam ser bastante letais, enquanto que separadamente, ao que parece, não são letais, apenas muito eficazes. Por isso, queremos que a MMR seja administrada em visitas separadas, em momentos diferentes”, alegou.
O presidente ainda comparou a vacina conjunta com uma garrafa de refrigerante, que seria despejada no corpo de uma criança pequena.
É importante notar que os pais ainda poderão optar por dar aos seus filhos todas as vacinas, se assim o desejarem. “Existem alguns grupos que praticamente não têm problemas com o autismo e, sabe, tenho que dizer isto: são grupos que não são muito adeptos ao mundo das vacinas.”
A decisão de Trump é mais uma tentativa de burlar a Justiça e fazer valer suas ideias, mesmo que contrárias à opinião da comunidade médica e científica.
Com informacoes de Metrópoles.

