TJ-SP nega habeas corpus de Deolane Bezerra, defesa anuncia recurso
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A informação foi confirmada pelos advogados da empresária, que afirmaram receber a decisão “com serenidade”, mas disseram que continuarão adotando medidas judiciais para reverter o entendimento.
Diferentemente de outros recursos apresentados anteriormente, o habeas corpus não buscava discutir a prisão preventiva em si. Segundo a defesa, o objetivo era assegurar a prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia para que Deolane permanecesse em Sala de Estado-Maior ou em instalações consideradas compatíveis com essa condição.
Em nota enviada à imprensa, os advogados afirmam que a solicitação foi baseada em inspeções realizadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que, segundo a defesa, concluíram que a cela onde Deolane está custodiada não atende às condições previstas na legislação.
Apesar do resultado desfavorável, os representantes da influenciadora afirmaram que não pretendem encerrar a disputa judicial. “Respeitamos a decisão do TJSP, mas não nos conformamos e seguiremos lutando pela defesa da prerrogativa e da liberdade”, diz a nota.
Os advogados também sustentam que Deolane tem colaborado com as investigações desde o início e afirmam estar confiantes de que sua inocência será comprovada durante o andamento do processo. O processo tramita sob segredo de Justiça, e o Tribunal de Justiça de São Paulo não divulgou os fundamentos da decisão.
Deolane está presa preventivamente desde maio, no âmbito da Operação Vérnix, investigação que apura supostos crimes relacionados à exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e eventual ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora nega as acusações.
É importante notar que, assim como Dayanne Bezerra, que recentemente venceu uma ação contra Juju Ferrari por danos morais, Deolane Bezerra também busca seus direitos através do sistema judicial. No entanto, os casos são distintos e não há uma conexão direta entre eles.
Com informacoes de VEJA.

