Tiffany Abreu se pronuncia sobre banimento de mulheres trans no vôlei

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 16/08/2026 08:20
Tiffany Abreu se pronuncia sobre banimento de mulheres trans no vôlei

Foto: via GE

A oposta Tiffany Abreu, do Osasco, se pronunciou pela primeira vez sobre a decisão da CBV de adotar a política do COI que bane mulheres trans do vôlei. Após a derrota do Osasco para o Pinheiros por 3 sets a 2 na estreia do Campeonato Paulista, Tiffany afirmou que o vôlei é sua vida e seu trabalho, e que a CBV está tirando dela tudo o que ela tem.

A CBV anunciou que adotará a política do COI para a elegibilidade de atletas na categoria feminina, que exige que as jogadoras apresentem teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. A nova regra valerá para todas as atletas a partir da Superliga A e B da temporada 2026/27.

No entanto, a Federação Paulista de Voleibol (FPV) informou que a competição do Campeonato Paulista segue as regras que estavam vigentes antes da nova determinação da CBV, e que Tiffany estaria liberada para disputar esta edição do Paulista pelo Osasco.

Tiffany Abreu construiu uma trajetória pioneira no vôlei brasileiro, e em 2017 recebeu autorização da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para disputar competições femininas. Ela se tornou a primeira mulher trans a disputar uma partida da Superliga Feminina e conquistou o título da Superliga, da Copa Brasil e do Campeonato Paulista com o Osasco.

A jogadora recebeu apoio da torcida do Osasco e de suas companheiras durante a partida, e afirmou que não se calará e lutará por seus direitos. Ela prometeu tomar todas as medidas possíveis para que sua luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão.

Com informacoes de GE.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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