Tesouro IPCA+ é o Ativo de Proteção para a Carteira de Investimentos no Brasil
Os gestores de investimento da Vista Capital, Kapitalo e Kinea concordam que o Tesouro IPCA+ é o ativo de proteção ideal para a carteira de investimentos do brasileiro, não o CDI. O título público pagando 8% de juro real é uma precificação de risco-país, sinalizando que o Brasil está 'flertando' com um nível de dívida pública que não tem volta.
João Landau, CIO e sócio da Vista Capital, afirma que o país está extremamente endividado e que não há mais espaço para um pequeno ajuste fiscal. 'Precisamos de uma solução', diz ele. Para Landau, o título público pagando 8% em um prazo médio, mas 9% no curto prazo é um sinal de que se os juros não caírem, o país vai quebrar — e o ajuste fiscal é a única medida que vai permitir a queda consistente dos juros.
Bruno Cordeiro, gestor da Kapitalo, reforça que a melhor posição neste momento é nos vencimentos mais curtos. A casa tem posição nos títulos IPCA+ e nos prefixados. A tese está centrada na necessidade de queda dos juros e, por consequência, na necessidade do ajuste fiscal.
O Tesouro IPCA+ é o título que pode proteger o poder de compra nas duas situações possíveis que se avizinham. No caso de um bom ajuste, os juros caem — o juro básico (Selic) e o juro real. Com isso, as taxas do Tesouro IPCA+ diminuem e o preço dos títulos sobem. Para o investidor que optar por levar o papel até o vencimento, ele garantiu a melhor taxa. Já para o investidor que quiser vender antes do prazo, ele lucra com a valorização.
Já no caso de um ajuste fiscal fraco (ou inexistente), os gestores acreditam em uma crise forte no país, que deve resultar em um aumento considerável da inflação. Logo, o Tesouro IPCA+ é o papel que vai corrigir o poder de compra e ainda pagar um prêmio.
'Nos dois casos o CDI é o pior investimento. Se você quer se manter em reais, você tem uma chance única de IPCA + 8%, 9%', diz Landau.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

