Tesouro dos EUA ameaça cortar parceiros econômicos do Irã do sistema financeiro do dólar, anuncia operação "Economic Outcast"
Em coletiva de imprensa, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou a operação denominada "Economic Outcast" – traduzida como "Pária Econômico" – com o objetivo de excluir do sistema financeiro do dólar os países que mantêm relações econômicas com o Irã.
Bessent afirmou que a equipe do Tesouro rastreou e mapeou toda a rede de conexões econômicas de Teerã, destacando especialmente as vinculadas à exportação de petróleo, e que todos os países identificados receberão um "prazo final" para encerrar as atividades apontadas, embora não tenha revelado quais são esses países nem o período concedido.
O secretário manteve tom incisivo ao dizer que a paciência dos EUA está se esgotando, declarando: "Se eles não agirem rapidamente, nós o faremos unilateralmente por meio das autoridades do Tesouro dos EUA". Acrescentou ainda que "ninguém, nenhum país, nem mesmo a China, estará fora do alcance das nossas sanções se facilitarem transações iranianas".
As sanções previstas atingirão bancos e instituições financeiras dos países terceiros envolvidos, e Bessent revelou que uma grande entidade pode ser alvo das medidas ainda nesta semana.
Para alguns países, as exigências americanas incluem o fechamento de filiais de bancos iranianos, visando bloquear meios de lavagem de dinheiro dos fundos de Teerã.
O novo pacote amplia a autoridade dos Departamentos do Tesouro e de Estado para aplicar sanções secundárias a quaisquer países e entidades que colaborem com o Irã.
"Laços com o Irã vão deflagrar toda a extensão do poder dos EUA. Aqueles que ajudam o Irã não devem testar nossa determinação", alertou Bessent.
Ele justificou que as medidas extremas são necessárias para impedir que o Irã fuja das sanções americanas e para bloquear todas as fontes de receita militar da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Bessent afirmou que a pressão econômica já está surtindo efeito, citando que vários países estão se afastando de Teerã e destacando os Emirados Árabes Unidos como um "bom parceiro" dos Estados Unidos.
Não é a primeira vez que autoridades americanas utilizam sanções como ferramenta de pressão, como analisado recentemente em nossa cobertura sobre o impacto de sanções globais nas recomendações de investimento.
Com informacoes de Money Times.

