Terremoto de 7,4 na Colômbia: brasileira relata desespero

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 11/08/2026 19:40
Terremoto de 7,4 na Colômbia: brasileira relata desespero

Foto: via G1

Juliana Peruchi Marra, uma jornalista brasileira que mora em Pereira, no centro-oeste da Colômbia, relatou o desespero ao sobreviver ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira. Ela estava em casa com o marido quando percebeu que o tremor não parava e começou a aumentar em intensidade.

Segundo Juliana, o marido percebeu a gravidade da situação e começou a alertá-la de que se tratava de um terremoto. Dentro do apartamento, objetos começaram a cair, e o casal decidiu deixar o prédio pelas escadas. O momento foi marcado por gritos e correria entre os moradores.

Juliana contou que a sensação era de que o prédio poderia desabar: “Eu achava que a gente não ia conseguir chegar até o fim, que o edifício ia cair. Eu só ia rezando e falava: ‘Meu Deus do céu, deixa a gente chegar no térreo’”. Quando chegaram ao térreo, o tremor parou.

Do lado de fora, a preocupação passou a ser com os familiares. Juliana contou que moradores lotaram as ruas e tentavam buscar informações, mas a comunicação foi prejudicada pela queda da internet e do sinal de celular. Mesmo com todas as adversidades, ela conseguiu avisar a família no Brasil de que estava bem.

Depois de conseguir deixar o prédio, Juliana e o marido saíram para procurar o sogro, que mora nas proximidades. Foi nesse momento que Juliana percebeu a dimensão dos estragos provocados pelo terremoto. Ela passou por um hospital próximo de casa, onde pacientes precisaram ser retirados para a área externa.

Segundo o relato, havia ruas movimentadas, semáforos que não funcionavam e pessoas chorando. O medo de novos abalos fez com que os moradores permanecessem fora dos edifícios. Juliana, o marido e o sogro ficaram cerca de cinco horas do lado de fora até receberem a confirmação de que a estrutura do prédio onde moravam estava segura.

Depois de retornar ao apartamento, encontraram objetos espalhados pelo chão, sujeira e rachaduras nas paredes: “A gente entrou no apartamento e viu os estragos, muita rachadura no nosso apartamento, sujeira, tudo caído no chão. Menos mal que foi só coisa material.” A estrutura do edifício não foi comprometida, e a família conseguiu passar a noite no apartamento.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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