Sol de Verão: a novela que se perdeu nas tragédias e na memória da Globo

Por Maria Eduarda Carvalho Lima em Rio Verde, GO 22/08/2026 13:50
Sol de Verão: a novela que se perdeu nas tragédias e na memória da Globo

Foto: TV Foco

Sol de Verão estreou na TV Globo em 11 de outubro de 1982, escrita por Manoel Carlos e protagonizada por Irene Ravache no papel de Rachel e Cécil Thiré como Virgílio.

Rachel decide terminar seu casamento com Virgílio e, em busca de uma nova vida no Rio de Janeiro, conhece Heitor, dono de uma oficina mecânica, interpretado por Jardel Filho.

Heitor e Rachel se tornam o centro da trama, e a novela seguia um rumo de romance e descobertas, com a promessa de um final feliz que levaria o casal à Holanda, terra de origem do personagem Heitor.

No entanto, em 19 de fevereiro de 1983, Jardel Filho morreu de um ataque cardíaco aos 54 anos, interrompendo a produção em pleno ar.

O falecimento de Jardel forçou a Globo a reescrever a história. Manoel Carlos, amigo pessoal do ator, deixou a novela e os 17 capítulos finais foram escritos por Lauro César Muniz, com apoio de Gianfrancesco Guarnieri.

O novo roteiro alterou completamente o destino de Heitor e Rachel: a protagonista descobre que está grávida de Heitor e a ausência do personagem passa a fazer parte da própria narrativa, enquanto a homenagem ao falecido Jardel foi incorporada em imagens e referências emocionantes.

A novela encerrou em 19 de março de 1983, com 137 capítulos, bem antes do previsto, e a Globo, ainda sem a próxima produção pronta, transmitiu uma versão compacta de O Casarão para preencher o horário nobre.

Em relação à preservação, a Globo e o projeto Fragmentos do Globoplay mantiveram apenas oito registros da produção: os capítulos 1, 2, 69, 70, 121, 122 e 137, além de um especial que resume parte dos acontecimentos finais da trama.

Assim, Sol de Verão entrou para a lista de novelas incompletas, com grande parte de seus capítulos desaparecidos do acervo completo da emissora.

O Globoplay disponibilizou os fragmentos que restaram, permitindo que novas gerações conheçam, ainda que parcialmente, uma das histórias mais marcantes da dramaturgia brasileira, marcada por uma tragédia real e pela necessidade de mudar seu desfecho em tempo recorde.

Com informacoes de TV Foco.

Maria Eduarda Carvalho Lima

Sobre o Autor: Maria Eduarda Carvalho Lima

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