Scaloni: O Maestro Inesperado da Argentina
Aquela imagem do Catar em que Lionel Scaloni aparece desabando em lágrimas enquanto Leandro Paredes o abraça logo após conquistar a Copa do Mundo resume a trajetória de Scaloni na seleção argentina, desde o período como técnico interino, inicialmente questionado, até assumir seu lugar na mesa da elite ao lado de César Luis Menotti e Carlos Bilardo.
Scaloni foi o maestro inesperado que regeu a Argentina no caminho até o terceiro título mundial. Agora, quatro anos depois daquela consagração no Catar, Scaloni tem novamente a oportunidade de escrever mais um capítulo de ouro com a ‘Albiceleste’. A Argentina vai disputar no domingo a final da Copa do Mundo de 2026 contra a Espanha, um novo teste para um técnico que transformou as dúvidas iniciais em uma identidade competitiva.
Como já mostramos anteriormente, a Argentina e a Espanha se preparam para a final da Copa do Mundo, após vitórias dramáticas nas semifinais. De novo, a equipe argentina superou adversidades com viradas contra a Inglaterra e Egito, e sobreviveu a jogos de alta tensão contra Cabo Verde e Suíça, ambos decididos na prorrogação.
A trajetória da Argentina até a decisão no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos arredores de Nova York, tem sido marcada por resiliência e personalidade. Scaloni construiu um projeto baseado em um trabalho silencioso e apoiado por colaboradores como Pablo Aimar, Walter Samuel e Roberto Ayala.
A primeira grande conquista veio na Copa América de 2021, no Brasil. Depois da eliminação na semifinal em 2019, a Argentina tentou novamente e alcançou a glória dois anos depois, no Maracanã, contra a Seleção Brasileira. Com isso, um jejum de 28 anos sem títulos foi encerrado. Messi, então aos 34 anos, levantava seu primeiro troféu com a seleção principal.
Em junho de 2022, veio a vitória na Finalíssima contra a Itália, em Wembley. E meses depois, a imortalidade no Catar. A Argentina perdeu para a Arábia Saudita em sua estreia na Copa do Mundo de 2022, mas Scaloni manteve a calma e pediu aos argentinos que acreditassem. A equipe reagiu, sobreviveu a jogos de vida ou morte e derrotou a França em uma final decidida nos pênaltis.
Arquiteto da era mais vitoriosa na história da seleção argentina, Scaloni agora encara a possibilidade de conquistar mais uma Copa do Mundo e se tornar o segundo técnico a vencer duas edições consecutivas do torneio, um feito que pertence exclusivamente a Vittorio Pozzo, campeão à frente da Itália em 1934 e 1938.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

