Sargento da PM é preso suspeito de matar esposa
Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante suspeito de matar a esposa, Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte. A capitã da PM Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morreu após ser levada ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de BH, sem sinais vitais e com múltiplas lesões pelo corpo.
Eduardo Abner ingressou na Polícia Militar após ser aprovado em um concurso público no ano de 2007. Dois anos depois, em 2009, a corporação instaurou um Processo Administrativo de Exoneração (PAE) contra ele e determinou a exoneração. A justificativa foi que o sargento havia sido apreendido por porte ilegal de armas de fogo quando era adolescente e omitiu a informação ao preencher o Formulário de Ingresso na Corporação (FIC).
A ação configurou falta de idoneidade moral, segundo alegação do Estado de Minas Gerais. No entanto, a 3ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte declarou nulo o ato de exoneração e determinou a reintegração do sargento ao quadro da Polícia Militar. O Estado de Minas Gerais recorreu da decisão, mas os desembargadores da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJMG) negaram provimento aos recursos e confirmaram o entendimento da primeira instância.
Além disso, o TJMG determinou que o Estado pagasse os salários devidos ao sargento durante o período em que ele ficou afastado das funções. Denúncias de agressões contra ex-namoradas também surgiram. De acordo com a apuração, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi denunciado por duas ex-namoradas suspeito de agredi-las. Um dos registros foi em 2014 e o outro em 2016.
No primeiro caso, a mulher denunciou o sargento por ameaças e agressões após o fim de um relacionamento de oito meses. A segunda denunciante relatou que sofreu um soco no rosto depois de flagrar uma traição cometida pelo policial militar. Depois disso, ela encerrou o relacionamento, mas o homem não aceitou a separação. A ex-companheira recebeu uma medida protetiva contra ele.
No entanto, Eduardo Abner desrespeitou a decisão judicial e ameaçou familiares da mulher. O advogado Gustavo Nepomuceno Lopes, responsável pela defesa do sargento, afirmou que acompanha a investigação e pediu cautela na análise do caso. "A defesa do policial militar informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados e já está acompanhando integralmente a apuração. Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado.
Com informacoes de CNN Brasil.

