Saque e Voleio: Alexander Blockx destaca-se no US Open

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/09/2026 19:01
Saque e Voleio: Alexander Blockx destaca-se no US Open

Foto: via UOL

Alexander Blockx, de 21 anos, conquistou o título juvenil do Australian Open em 2023 e, neste ano, avançou ao quadrifinal de um Grand Slam ao se classificar entre os oito melhores do US Open, com vitórias sobre o top‑10 Flavio Cobolli e o experiente Francisco Cerúndolo.

Na quarta‑feira, o belga enfrentará o russo Karen Khachanov em busca de garantir um lugar na semifinal. Blockx integra a geração de João Fonseca, tendo derrotado o brasileiro no Australian Open juvenil de 2023 e, ao lado de Fonseca, sido vice‑campeão nas duplas naquele mesmo torneio.

O ranking ao vivo já posiciona Blockx em 26º lugar, à frente do carioca, e projeções indicam que ele ingressará no top‑30 na próxima semana.

Em termos de estilo, Blockx não possui a direita mais potente, o backhand mais refinado nem o saque mais veloz da nova leva de tenistas, mas também não apresenta uma fraqueza evidente; seu saque e sua direita são considerados bons.

O que o diferencia, segundo analistas, é a inteligência em quadra. Ele demonstra decisões acertadas e pouca oscilação para a sua idade. No duelo contra Cerúndolo, salvou cinco break points ao liderar o primeiro set por 3‑2, superou um 0‑40 no quinto jogo do terceiro set, e foi decisivo ao quebrar o argentino no 12º game do terceiro set e novamente no quarto set.

Esses episódios reforçam a imagem de um tenista equilibrado tanto tecnicamente quanto mentalmente, cujos momentos de dificuldade são breves e cujas escolhas costumam ser acertadas.

Comparativamente, João Fonseca saltou de fora do top‑100 para a elite no ano passado; Blockx está trilhando caminho semelhante. O belga encerrou 2025 como vice‑campeão do Next Gen Finals (Fonseca foi campeão em 2024), venceu o Challenger de Camberra (Fonseca conquistou o mesmo torneio em 2025) e ingressou no top‑100 em janeiro. Ele também superou a fase de qualificação do Australian Open (como Fonseca fez em 2025) e, posteriormente, alcançou as oitavas do Masters 1000 de Monte Carlo e as semifinais do Masters 1000 de Madri.

Com um pouco de sorte, Blockx poderia estar ainda melhor posicionado. Em Roland Garros, torceu o tornozelo na lona dobrada da quadra de fundo e teve de desistir após vencer a primeira rodada. Em Wimbledon, recebeu o azar de estrear contra Alexander Zverev, vice‑campeão naquele torneio.

Quanto ao futuro, ainda é difícil prever até onde o belga pode chegar, já que a trajetória de um tenista envolve inúmeros fatores intangíveis, como postura dentro e fora da quadra, análise de partidas e apoio familiar. Até o momento, os sinais apontam para um desenvolvimento positivo.

O autor aprofundou a análise de Blockx no podcast diário “Café com o Cossenza”, disponível no player acima.

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Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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