São Paulo e Boca Juniors se enfrentam na semifinal da Copa Sul-Americana em busca de reconhecimento histórico

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 08/09/2026 11:20
São Paulo e Boca Juniors se enfrentam na semifinal da Copa Sul-Americana em busca de reconhecimento histórico

Foto: via Estadão

Em uma noite de terça-feira, La Bombonera será palco de um duelo entre São Paulo e Boca Juniors, duas gigantes que hoje se enfrentam na semifinal da Copa Sul-Americana, competição que representa o "lado B" da América do Sul para ambas as equipes.

Há duas décadas, o confronto entre os clubes poderia ter sido a final da Libertadores, já que o Boca venceu a competição em 2005 e o São Paulo em 2007. Atualmente, porém, nenhum dos dois possui um título continental recente: o Boca não conquista um troféu da América desde 2008, quando venceu a Recopa, enquanto o São Paulo aguarda seu último título sul‑americano desde 2012, quando levantou a Sul‑Americana.

Nos últimos 14 anos, o Tricolor participou de apenas sete edições da Libertadores, tendo sua melhor campanha em 2016, quando foi eliminado nas semifinais pelo Atlético Nacional. Em 2019, o time chegou a ser eliminado na fase preliminar frente ao Talleres.

O técnico Dorival Júnior chega ao confronto com a equipe em alívio, após duas vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro. Na atual edição da Sul‑Americana, o São Paulo está invicto, com quatro triunfos e quatro empates, e superou o Bolívar nas oitavas de final com 4 a 2 no placar agregado.

“Estamos estudando o adversário, tentando montar o melhor time possível. É uma partida fundamental, um clássico sul‑americano, são duas equipes com muita história”, declarou Dorival após a vitória sobre o Atlético‑MG no fim de semana.

Mesmo diante da intimidação de La Bombonera, o treinador enfatizou a necessidade de concentrar todos os esforços para garantir um bom resultado fora de casa.

Um ponto curioso que liga as duas equipes é o atacante Jonathan Calleri, que já vestiu a camisa do São Paulo em 264 partidas e, posteriormente, do Boca Juniors em 61 jogos. “Os dois times têm camisas muito pesadas, torcidas fanáticas, têm muitas semelhanças. Um time que há muito tempo não ganha a Libertadores, o outro também. Claro que estamos jogando a Sul‑Americana, mas os dois estariam se enfrentando numa quartas de final de Libertadores. Eles trocaram de treinador recentemente, a gente também”, afirmou Calleri à ESPN.

Desde a última taça continental, o Boca Juniors disputou 14 edições da Libertadores, com vice‑campeonatos em 2012, 2018 e 2023 como seus melhores resultados. O clube também sofreu eliminações nas oitavas em 2009, 2015, 2021 e 2022, além de uma queda na fase prévia em 2025.

Este ano, o Boca está na Sul‑Americana porque terminou terceiro no grupo da Libertadores, ao lado de Cruzeiro, Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil, e foi eliminado na fase de grupos. No playoff, venceu o chileno O’Higgins nos pênaltis e, nas oitavas, derrotou o paraguaio Recoleta com 7 a 1 no agregado.

O técnico Rodolfo Arruabarrena não contará com Tomás Aranda, de 19 anos, que sofreu fratura na tíbia. Também há dúvidas sobre Leandro Paredes, volante campeão do mundo em 2022, que deixou a partida contra o Vélez na Copa Argentina com dores, mas segue em recuperação. Paredes já soma 30 jogos pelo Boca neste ano, além de sete convocações na seleção para a Copa do Mundo, e forma o meio‑campo ao lado de Tomás Belmonte.

No ataque, Alan Velasco (Argentina), Miguel Merentiél (Uruguai) e Sebastián Villa (Colômbia) formam a linha ofensiva. Os titulares foram poupados no empate com o Gimnasia Mendoza no último fim de semana, indicando que o Boca está focado na Sul‑Americana.

O Boca Juniors já conquistou a Sul‑Americana duas vezes, em 2004 e 2005, e sua melhor campanha recente foi em 2014, quando foi eliminado nas semifinais pelo River Plate. Caso alcance a final, marcada para 21 de novembro em Barranquilla, o clube terá a chance de se tornar o maior campeão da competição, potencialmente iniciando um novo ciclo de reconstrução.

Paralelamente, a série "Futebol arte" recebeu o ator Tony Ramos, que falou sobre sua paixão pelo São Paulo e revelou qual clube marcou sua memória. Crédito: Leonardo Catto (reportagem), João Abel (edição) e Vitor Zanon (imagens).

Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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