São Paulo Conquista Empate Valioso na Altitude
O São Paulo sofreu, mas saiu do Estádio Hernando Siles com um empate valioso em 1 a 1 contra o Bolívar na noite da última terça-feira, na altitude de 3.650m de La Paz (BOL), no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Tricolor traçou estratégias para a partida, tanto dentro como fora de campo, e conseguiu resistir à pressão para sair da Bolívia com um bom resultado para o duelo de volta.
A primeira estratégia aconteceu antes do confronto. Para minimizar os efeitos da altitude, o São Paulo se utilizou de uma brecha no regulamento da Conmebol e, em vez de se hospedar em La Paz, viajou à Santa Cruz de La Sierra na última segunda-feira. A delegação só rumou à capital boliviana horas antes do jogo, chegando ao estádio próximo ao horário da partida. Já em campo, Dorival Júnior mexeu no time e no esquema tático, trazendo mais fôlego para enfrentar o Bolívar.
Com a altitude, o São Paulo começou a partida de maneira muito cautelosa. A posse de bola ficou com o Bolívar, e os atacantes não subiram a pressão como de costume, dando maior liberdade à saída de bola do time boliviano. Os donos da casa encontraram alguns espaços nas costas da zaga tricolor, principalmente pelos lados do campo. A postura cautelosa do clube são-paulino se fez ainda mais presente quando o Bolívar teve a posse, com os atacantes voltando para marcar e quase duas linhas de cinco sendo formadas para baixar o bloco.
A estratégia de Dorival Júnior, aos poucos, foi ganhando corpo. Com a posse, Newton baixava como um terceiro zagueiro para fazer a saída de bola, dando também mais liberdade para Arboleda avançar com a bola. O São Paulo entrou com uma postura mais defensiva, mas não começou mal. Pelo contrário. Executou muito bem aquilo que se propôs a fazer: se defendeu bem e foi letal na única chance que teve. A bola parada, que tanto puniu a equipe nos últimos jogos, foi quem ajudou o time tricolor desta vez.
Novo reforço, Iago colocou a bola na cabeça de Arboleda na cobrança de escanteio, e o equatoriano marcou. Após o gol, o São Paulo manteve a concentração. O time conseguiu controlar uma eventual pressão do Bolívar ao manter mais a posse no campo de ataque. Muitas vezes, a equipe atacava com um dos meias se infiltrando na área, seja Marcos Antonio ou Bobadilla. Num dos lances, Marcos Antonio invadiu a área e Iago deu o passe nas costas da zaga, mas o goleiro chegou antes na bola.
No segundo tempo, o São Paulo segurou a pressão e levou o empate importante. O time voltou do intervalo sem mudanças, mas com um pouco mais de concentração. Embora tenha cedido chances ao Bolívar de dentro da área, a equipe tricolor não levou gol nos primeiros minutos, o que é um bom sinal diante dos últimos resultados. O Bolívar veio para cima em busca do empate e, em um dos poucos deslizes do Tricolor no jogo, deixou tudo igual. A zaga afastou o cruzamento e ninguém da equipe são-paulina apareceu para pegar ou fechar a sobra. Nisso, Melgar finalizou de primeira e empatou o duelo em um chute de rara felicidade.
O empate do Bolívar obrigou Dorival a mexer novamente. O treinador promoveu as entradas de Danielzinho e Ferreira nas vagas de Marcos Antonio e Luciano. Com Ferreira, o São Paulo ganharia mais velocidade para puxar um contra-ataque e matar o jogo, sobretudo pelo lado esquerdo, que apresentava uma marcação mais frouxa. O atacante, porém, entrou mal e ofereceu pouco. Como já mostramos anteriormente, não é a primeira vez que o São Paulo enfrenta desafios em altitude, e a estratégia de Dorival Júnior funcionou, muito também pelo comprometimento tático dos jogadores.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

