Sangramento nasal: cuidados, prevenção e sinais de alerta

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 23/08/2026 23:20
Sangramento nasal: cuidados, prevenção e sinais de alerta

Foto: via Portal Drauzio Varella

O sangramento nasal ocorre com maior frequência nos meses mais secos, principalmente durante o inverno, quando a baixa umidade favorece a irritação da mucosa nasal.

Segundo o otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL‑CCF), "o nariz possui uma mucosa muito delicada e rica em pequenos vasos sanguíneos. Quando o ar fica seco, essa mucosa perde umidade, forma pequenas fissuras e os vasos ficam mais expostos. Um simples espirro, assoar o nariz ou até colocar o dedo pode provocar um sangramento".

Para controlar o sangramento, o especialista recomenda: sentar-se e manter a cabeça levemente inclinada para frente; apertar a parte macia do nariz com os dedos por cerca de 10 a 15 minutos, sem interromper a compressão para verificar se o sangramento parou; respirar pela boca durante esse período; e, se possível, aplicar uma compressa fria sobre o nariz e as bochechas.

É importante evitar: inclinar a cabeça para trás, pois o sangue escorre para a garganta podendo causar náuseas, vômitos ou risco de aspiração; colocar algodão ou papel dentro do nariz; assoar o nariz logo após o sangramento; e manipular repetidamente a região, pois isso pode romper o coágulo recém‑formado e dificultar a cicatrização.

Deve‑se buscar atendimento médico quando o sangramento for intenso e durar mais de 20 minutos após as primeiras medidas, ocorrer com frequência, surgir após trauma significativo ou vier acompanhado de tontura, fraqueza, dificuldade para respirar ou uso de medicamentos anticoagulantes. Em idosos, pessoas com hipertensão, alterações da coagulação ou doenças hematológicas, o acompanhamento médico também é fundamental.

Casos específicos exigem atenção adicional: em crianças pequenas com sangramentos recorrentes, é necessário investigar coagulopatias e a síndrome de Osler‑Weber‑Rendu, que apresenta malformações de vasos sanguíneos; em adolescentes, sangramentos recorrentes, unilaterais e de volume intenso podem indicar a presença de nasoangiofibroma juvenil, um tumor vascularizado que cresce na região posterior do nariz; e, no idoso, todo sangramento merece avaliação devido às artérias mais calibrosas do fundo nasal e ao uso frequente de medicamentos que interferem na coagulação.

As faixas etárias mais vulneráveis são crianças e idosos. Nas crianças, a área de Little, localizada na porção anterior do septo nasal, concentra uma confluência importante de vasos sanguíneos; a rinite alérgica, resfriados intensos e o hábito de cutucar o nariz aumentam a incidência de sangramentos. Nos idosos, os sangramentos costumam ocorrer em regiões posteriores, sendo favorecidos por pressão alta, uso de anticoagulantes e mucosa nasal mais frágil.

Durante períodos de ar seco, medidas simples ajudam a proteger a mucosa nasal: realizar lavagem nasal com soro fisiológico; utilizar umidificadores de ambiente quando indicado; tratar adequadamente quadros de rinite alérgica; e evitar o uso de descongestionantes nasais sem orientação médica.

Com informacoes de Portal Drauzio Varella.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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