Regina Casé fala sobre a superação da filha Benedita
Benedita Casé estreou no teatro com o monólogo 'Surda', abordando a perda auditiva. A designer surpreendeu a mãe ao seguir a carreira de atriz.
No programa, Regina Casé exaltou Benedita em seus primeiros trabalhos como atriz e revelou que a trajetória da filha trouxe um aprendizado libertador na luta anticapacitista.
A perda auditiva de Benedita ocorreu na infância após o uso de antibióticos fortes. Ela superou prognósticos médicos negativos e o preconceito social.
Regina Casé fala sobre a história de superação da filha Benedita e como ela se tornou um monumento, trabalhando com a fala e a comunicação.
Benedita fez sua estreia no teatro com o monólogo 'Surda', abordando a história de uma mulher que está lidando com a perda da audição. Mesclando suas próprias experiências de vida como uma pessoa surda, ela trata dos impactos causados no âmbito familiar e profissional.
Este foi o segundo trabalho de Benedita como atriz, que estreou na frente das câmeras em 2025 no longa '90 Decibéis', dirigido por Fellipe Barbosa.
Para Regina Casé, o interesse na profissão veio como uma surpresa: 'Eu jamais imaginei que Benedita seria atriz, nunca nem entramos nesse assunto. Ela se formou em Design e sempre foi incrível na coisa visual, então eu achava que ela iria totalmente para aquele lado.'
Regina contou que a filha nasceu ouvinte, mas por conta de uma pneumonia ainda bebê, tomou uma alta dose de antibiótico ototoxico, o que a levou à perda auditiva.
Depois disso, Regina contou que a filha encarou muitas portas fechadas por causa do preconceito, mas se orgulha do caminho que ela conquistou: 'Não é só a surpresa de alguém que nunca tinha pensado em ser atriz, mas é sobre tudo o que disseram: 'Não sei se ela vai falar' ou 'não sei se ela vai usar libras'. Quando ela nasceu, no dia seguinte já disseram: 'Não sei se ela vai sobreviver'.
Ela também dá à filha os créditos pelo letramento anticapacitista e como isso mudou seu modo de ver a vida: 'A gente sempre acha que é o outro que é capacitista ou racista, de achar que o outro não é capaz de fazer alguma coisa, e descobri que ela e eu éramos capacitistas. Então foi libertador para nós também'.
Com informacoes de Gshow.

