Radares que medem velocidade média iniciam testes em oito estados brasileiros
A Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD) concedeu autorização para a realização de testes com radares que registram a velocidade média dos veículos por, no mínimo, seis meses em oito estados da federação. Os trechos selecionados são: Espírito Santo – BR-101/ES; Mato Grosso do Sul – BR-163/MS; Minas Gerais – BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG; Paraná – PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151; Rio de Janeiro – BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio‑Niterói) e BR-116/RJ; Rio Grande do Sul – BR-386/RS; Santa Catarina – BR-101/SC.
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o período de teste será de 180 dias, com possibilidade de prorrogação. O objetivo principal é analisar a tecnologia para eventual implantação em rodovias federais concedidas. Nesta fase, a fiscalização se limitará a observar o comportamento dos condutores nos trechos monitorados; não haverá aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito. A ANTT enfatiza que o projeto‑piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, e que a velocidade média registrada não pode, isoladamente, gerar autuação ou penalidade.
Mesmo em caráter experimental, os pontos de teste deverão ser sinalizados, informando os usuários sobre a realização do experimento. Diferente dos radares fixos tradicionais, que capturam a velocidade em um ponto específico, o equipamento de velocidade média opera em dois pontos distintos, medindo o tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre eles e, a partir desse intervalo, calculando a velocidade média no trecho.
O uso desse sistema já está em fase de testes no Brasil há quase dez anos. A concessionária Eco Rodovias, por exemplo, instalou o radar de velocidade média na BR‑050, em um trecho de 11 km na cidade de Uberaba (MG), região com alto índice de mortes no trânsito. Segundo a empresa, a quantidade de flagrantes diminuiu 22,5 % quando comparados os 15 dias anteriores e os 15 dias posteriores a uma blitz educativa realizada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). “Capturávamos o motorista, levávamos para a tenda, explicávamos o projeto e orientávamos sobre segurança viária. Hoje o radar de velocidade média serve a campanhas de segurança na 050”, declarou Bruno Araújo Silva, gerente de operações da Eco050 e da Ecovias do Cerrado.
Em São Paulo, testes anteriores resultaram em 852 mil notificações ao longo de seis meses, também de natureza educativa e sem aplicação de multas. As medições foram feitas em quatro pontos de fiscalização: Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste, que gerou o maior número de notificações; Avenida dos Bandeirantes; Marginal Tietê; e Avenida 23 de Maio. Na Avenida Jacu Pêssego, a velocidade máxima permitida é de 50 km/h, porém apenas 3 km do corredor foram monitorados.
Com informacoes de G1.

