Porto (PSSA3): A Ação Pega No Fogo! O Que Fazer Agora?
Na caixinha do mercado, a Porto (PSSA3) costuma ser vista como um 'seguro' para proteger o patrimônio. Porém, o que se viu nas últimas sessões foi justamente o contrário. Os analistas avaliam que, na operação de seguros, a empresa continua fazendo a lição de casa.
A empresa lucrou R$ 879,4 milhões no segundo trimestre, 4% abaixo das expectativas do Safra. Já o lucro operacional foi ainda pior: recuou 14% em relação ao trimestre anterior e ficou 5% abaixo das projeções.
A unidade de seguros da Porto registrou lucro de R$ 455,8 milhões, avanço de 4,9% na comparação anual, sustentado pelo crescimento dos segmentos de automóveis, patrimonial e vida. 'De modo geral, a Porto apresentou resultados animadores em suas operações de seguros, com aceleração nas principais linhas de produtos e tendências favoráveis de sinistralidade', destaca o Citi.
Já a Porto Saúde registrou lucro de R$ 143,9 milhões, alta de 36,4%, beneficiada pela expansão da base de clientes e pela melhora dos indicadores de sinistralidade.
No entanto, foi no Porto Bank que o mercado encontrou o principal motivo para 'castigar' a ação. A unidade registrou tombo de 32,5% no lucro líquido, para R$ 137,8 milhões. Segundo a própria Porto, a queda se deve ao aumento das perdas com crédito em um ambiente mais desafiador para o setor financeiro.
As perdas com crédito totalizaram R$ 868 milhões, uma disparada de 67% na comparação anual, refletindo um ciclo de crédito mais adverso e uma postura de risco mais conservadora, que elevou as provisões. Já o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 40 pontos-base em relação ao trimestre anterior, para 9,4%.
Com isso, a companhia foi obrigada a elevar as provisões para crédito e revisar as projeções (guidance) de perdas de crédito, elevando o ponto médio de R$ 2,9 bilhões para R$ 3,3 bilhões — um aumento de R$ 400 milhões.
Os analistas avaliam que as tendências de qualidade dos ativos da Porto reforçam sua postura cautelosa em relação ao crédito ao consumidor, 'visto que tanto os indicadores específicos da companhia quanto os dados gerais do sistema continuam apontando para um cenário de crédito mais desafiador'. O Citi mantém recomendação neutra para PSSA3, com preço-alvo de R$ 53. Já o Safra também recomenda neutralidade, mas com preço-alvo de R$ 61.
Com informacoes de Money Times.

